Se a minha avó fosse viva! Esta frase tem similitude com uma outra bem popular que inclui a morte.
Se o Eusébio ainda jogasse! Outra frase bem actual e saudosista.
Bom o que se passa é que estamos numa fase das nossas vidas em que a tradição já não é o que era. Ou seja, passamos por uma fase de brutal con(tradição). Os pensamentos e as teorias associadas têm que se suspender nas nossas mentes face ao actual momento de crise. O que era perfeitamente normal há uns dias atrás foi reduzido a pó. Levaram tempo a reagir estes responsáveis da crise. Comecemos pelos eurocratas. Barroso e a sua equipa demonstrou que não funciona em tempo real. Com a necessidade da Sra. Merkle em ganhar as eleições da Renânia-Westfália, "estava na cara" que a Alemanha não iria apoiar medidas de defesa do EURO. Sim. Porque a questão não é defender ou apoiar a Grécia, Portugal, Espanha ou Irlanda. A questão é a cotação do dólar face ao Euro. Se a Zona Euro tivesse decidido, pela primeira vez na sua curta existência, uma desvalorização controlada, as agências norte americanas de rating não teriam atacado tão facilmente os países da Coesão mais a Grécia, enganador país de finanças dúbias.
Não houve coragem política e os temas internos da Alemanha marcaram a agenda da UE. Também o Sr. Sarkozy exultou com a possibilidade de poder, mais facilmente, zurzir no Reino Unido, que apresenta um dos maiores défices de sempre.
Enfim, em Portugal. O Bloco Central tem uma existência disfarçada com evidentes vantagens para o PSD. Não se compromete e pede desculpas, enquanto o PS vai cavando o seu fosso de derrota eleitoral, as medidas anti-crise. Desculpem portugueses. Bolas, ainda bem que é o PS que está a tomar estas medidas. Passos Coelho e a sua equipa arranjaram uma boa maneira de cozinhar em lume brando o que restar das escutas e das mentiras.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
A necessidade da leveza
Existem pessoas que têm sempre peso a mais.
Podem ser magras e fibrosas que não se safam. Têm sempre peso a mais.
É da influência dizem outros. Talvez...
Os castelhanos consideram que são chatos os que são pesados. Ou seja, por muito que se queira ser magro pode não se ser leve.
O momento de impacto de uma relação ou de uma palavra será medido enquanto ponto de contacto com as outras pessoas. O peso passará pela importância que se der aos acontecimentos.
Daí que é preciso não perder peso nos momentos da verdade, sem contudo, constituir peso para ninguém.
Ser leve é ter a capacidade de fluir entre as preocupações e de falar claro.
Ser leve é acrescentar ao discurso sem o tornar redondo.
Podem ser magras e fibrosas que não se safam. Têm sempre peso a mais.
É da influência dizem outros. Talvez...
Os castelhanos consideram que são chatos os que são pesados. Ou seja, por muito que se queira ser magro pode não se ser leve.
O momento de impacto de uma relação ou de uma palavra será medido enquanto ponto de contacto com as outras pessoas. O peso passará pela importância que se der aos acontecimentos.
Daí que é preciso não perder peso nos momentos da verdade, sem contudo, constituir peso para ninguém.
Ser leve é ter a capacidade de fluir entre as preocupações e de falar claro.
Ser leve é acrescentar ao discurso sem o tornar redondo.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
O choque cultural
Que este país está a precisar de abanões ninguém duvida.
Há quem lhe vá chamando choques. As palavras valem o que valem mas o que interessa é o seu resultado. De facto, Guterres brindou-nos com a "paixão da educação" e abanou-nos de tal forma que o seu, então, Secretário de Estado do Ambiente se transformou, rapidamente, em Primeiro Ministro e desfez tudo o que tinha sido feito. Depois veio o abanão da "tanga" que depressa se transformou em fato e gravata Louis Vuiton e carro de alta cilindrada da Comissão Europeia. Intrépido corredor de fundo chega o choque tecnológico de Sócrates que nos trouxe pérolas como o Magalhães e a banda larga em todo o lado. Até à crise chegar, houve que a ir adiando o mais possível sem outra solução que o apertar de uma cintura já de si delgada.
Está, acreditem, na altura do choque cultural. O futebol já não congrega ninguém, até é factor de divisão e perturbação da ordem pública. O fado ainda não é património cultural da humanidade porque é ainda demasiado bisonho, localizado e fechado sobre si próprio. Fátima é cada vez mais dinheiro, cera e make-up e está longe de se poder constituir um elemento cultural de agregação.
Marcelo Rebelo de Sousa veiculou a ideia de Scolari de colocar a bandeira à janela como elemento de identificação mas também isso foi passageiro.
Muitos falam da Língua Portuguesa como o traço distintivo e congregador. Só que a língua é quotidiano, é contacto, é convívio, enfim, é partilha. Não temos nada para partilhar uns com os outros. Não existe um chimarrão de mate que nos consiga unir num círculo de qualidade. Há que o descobrir porque as civilizações e as sociedades morrem quando deixam de ter interesse para quem nelas sobrevive.
Há quem lhe vá chamando choques. As palavras valem o que valem mas o que interessa é o seu resultado. De facto, Guterres brindou-nos com a "paixão da educação" e abanou-nos de tal forma que o seu, então, Secretário de Estado do Ambiente se transformou, rapidamente, em Primeiro Ministro e desfez tudo o que tinha sido feito. Depois veio o abanão da "tanga" que depressa se transformou em fato e gravata Louis Vuiton e carro de alta cilindrada da Comissão Europeia. Intrépido corredor de fundo chega o choque tecnológico de Sócrates que nos trouxe pérolas como o Magalhães e a banda larga em todo o lado. Até à crise chegar, houve que a ir adiando o mais possível sem outra solução que o apertar de uma cintura já de si delgada.
Está, acreditem, na altura do choque cultural. O futebol já não congrega ninguém, até é factor de divisão e perturbação da ordem pública. O fado ainda não é património cultural da humanidade porque é ainda demasiado bisonho, localizado e fechado sobre si próprio. Fátima é cada vez mais dinheiro, cera e make-up e está longe de se poder constituir um elemento cultural de agregação.
Marcelo Rebelo de Sousa veiculou a ideia de Scolari de colocar a bandeira à janela como elemento de identificação mas também isso foi passageiro.
Muitos falam da Língua Portuguesa como o traço distintivo e congregador. Só que a língua é quotidiano, é contacto, é convívio, enfim, é partilha. Não temos nada para partilhar uns com os outros. Não existe um chimarrão de mate que nos consiga unir num círculo de qualidade. Há que o descobrir porque as civilizações e as sociedades morrem quando deixam de ter interesse para quem nelas sobrevive.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Esta semana de pré Primavera
Sim. Já há duas ou três semanas que venho sentindo a força que chega da terra.É uma força que me chega de dentro e de fora. É uma sensação de potência criadora, brotadora que não consigo sublimar.
Faz-me pensar na minha responsabilidade social.
De facto, o que se passa à minha volta cada vez mais é parte de mim. Sinto-me responsável pela formação daqueles que trabalham comigo e dependem de mim também em termos afectivos.
Quem acredita que a melhor forma de ajudar os outros é reconhecer as suas capacidades e ajudar a que ganhem auto estima tem de apostar na partilha e no andar lado a lado.
Os líderes têm de mudar de atitude e os empresários também. O lucro é um objectivo que se pode conseguir sem escravatura ou prisão psíquica. Os colaboradores, nova designação para os trabalhadores ou funcionários, são parte fundamental no funcionamento das empresas ou organizações. Estas não serão resilientes se os colaboradores não as considerarem como ambiente do seu bem-estar. A perseguição e o controlo apertado só resultam com gente que não pense ou que seja impedida de pensar. Não podemos querer para os outros o que não queremos para nós.
Aí está a grande questão deste início de século XXI: partilhar os valores e assim resolver as crises.
Quando se fala de crise fala-se de uma situação resultante da falência de alguns dos valores da vida: a verdade, a solidariedade e a honradez.
Mas como é que quem esteve na génese do problema acabe por estar também na sua resolução. Que responsabilidade social pode apresentar quem se foi locupletando com a situação vivida até à crise?
Por issso o Presidente Obama tem tanto charme junto daqueles, o povo, que acreditam na mudança.
Faz-me pensar na minha responsabilidade social.
De facto, o que se passa à minha volta cada vez mais é parte de mim. Sinto-me responsável pela formação daqueles que trabalham comigo e dependem de mim também em termos afectivos.
Quem acredita que a melhor forma de ajudar os outros é reconhecer as suas capacidades e ajudar a que ganhem auto estima tem de apostar na partilha e no andar lado a lado.
Os líderes têm de mudar de atitude e os empresários também. O lucro é um objectivo que se pode conseguir sem escravatura ou prisão psíquica. Os colaboradores, nova designação para os trabalhadores ou funcionários, são parte fundamental no funcionamento das empresas ou organizações. Estas não serão resilientes se os colaboradores não as considerarem como ambiente do seu bem-estar. A perseguição e o controlo apertado só resultam com gente que não pense ou que seja impedida de pensar. Não podemos querer para os outros o que não queremos para nós.
Aí está a grande questão deste início de século XXI: partilhar os valores e assim resolver as crises.
Quando se fala de crise fala-se de uma situação resultante da falência de alguns dos valores da vida: a verdade, a solidariedade e a honradez.
Mas como é que quem esteve na génese do problema acabe por estar também na sua resolução. Que responsabilidade social pode apresentar quem se foi locupletando com a situação vivida até à crise?
Por issso o Presidente Obama tem tanto charme junto daqueles, o povo, que acreditam na mudança.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
O triunfo das qualificações
Já não chega ter o "canudo", seja ele qual for.
O facto de se concluir um percurso de qualificação académica já não garante, por si só, um emprego e, mais difícil ainda, que assegure uma remuneração aliciante.
Parece uma verdade de "La Palisse" mas não é. As pessoas, que apostaram ou que tiveram quem apostasse em si, ao realizarem um percurso de qualificação criam expectativas no seu futuro e no emprego das suas capacidades. Se a qualificação obtida não os ajudar a conseguir os seus objectivos isso não será positivo para a dignificação dessa qualificação. É preciso que as pessoas se convençam que os "canudos" não são suficientes para se ter emprego e ganhar bem. É que os "canudos" têm que ter expressão nas capacidades e competências de cada um. Daí que, qualquer comparação entre "canudos" só faça sentido quando se estão a comparar pessoas com competências similares e, mesmo aí, isso só se justificará como critério de desempate em casos extremos. Não existem duas pessoas exactamente iguais. Ou seja, existem sempre características que podem levar o empregador a escolher entre duas ou mais pessoas. Tudo o resto é, mais inveja, menos inveja, uma questão de "democratização" das qualificações.
O facto de se concluir um percurso de qualificação académica já não garante, por si só, um emprego e, mais difícil ainda, que assegure uma remuneração aliciante.
Parece uma verdade de "La Palisse" mas não é. As pessoas, que apostaram ou que tiveram quem apostasse em si, ao realizarem um percurso de qualificação criam expectativas no seu futuro e no emprego das suas capacidades. Se a qualificação obtida não os ajudar a conseguir os seus objectivos isso não será positivo para a dignificação dessa qualificação. É preciso que as pessoas se convençam que os "canudos" não são suficientes para se ter emprego e ganhar bem. É que os "canudos" têm que ter expressão nas capacidades e competências de cada um. Daí que, qualquer comparação entre "canudos" só faça sentido quando se estão a comparar pessoas com competências similares e, mesmo aí, isso só se justificará como critério de desempate em casos extremos. Não existem duas pessoas exactamente iguais. Ou seja, existem sempre características que podem levar o empregador a escolher entre duas ou mais pessoas. Tudo o resto é, mais inveja, menos inveja, uma questão de "democratização" das qualificações.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
O homem do boné
O Senhor José Pereira da Silva, de Carvoeiro, acordou-me às 8 e meia de sábado. É homem para 80 e tal anos, tem figura meã, olhos vivos, chapéu enfiado, casaco coçado, calças de burel e o tradicional guarda-chuva à João Semana.
Quando abri a porta disparou logo:
- “Muito bom dia, meu Senhor. Não tenha medo que não são ladrões. Você é aqui de Santiago ou de Forjães?”
Respondi-lhe meio ensonado: - “O que é que o Senhor quer?”
Fez menção de tirar o chapéu, mantendo-o na cabeça, e foi logo ao assunto:
- “Sabe Senhor, agora com este temporal que veio, houve, lá no Carvoeiro, uma família, que tinha quatro vacas na loja, que lhe caiu a casa em cima. Foram todos para o hospital de Viana do Castelo. O gadinho, a Junta pagou-lhe mas, agora, o povo quer ver s’ arranja, nem que seja, um barraco de madeira para eles se meterem lá dentro. É cagora a mão-de-obra está muito cara e não se pode com ela. Olhe que o padre aqui de Santiago ajudou. Ele diz que pode acontecer a todos. Hoje foram eles, amanhã poderemos ser nós. Olhe que ele deu trinta contos. Veja o que pode dar.”
- “Mas que lata.” – Pensei eu. Com que então, um velho que ainda devia estar no lar da 3ªIdade a comer o pequeno-almoço, estava-me ali a contar uma história do arco-da-velha, com uma capacidade oratória superior à do melhor vendedor de automóveis de luxo, estava a tentar e a conseguir convencer-me que a solidariedade porta a porta ainda pode acontecer.
Então, perguntei-lhe, qual pergunta de controlo: -“ O padre de Quintiães também ajudou?”.
Respondeu-me: - “Quem?”.
Fiquei preocupado. Um homem com aquela cultura religiosa toda não conhecia o padre nem a freguesia de Quintiães. E disse-lhe: - “ Sim, o sr. Padre Américo.”
Desviou a conversa dizendo que eles, a família, estavam desgraçados e que todos nós devíamos ajudar por que isso iria ajudar a descontar nos nossos pecados.
Olhei para aquela figura insólita, pensei no seu ar descontinuado e disse-lhe: - “Você tem cá uma lata!”
- “ Não tenho nada. Já sou velho para isso e, sobretudo, não preciso. É mesmo para os ajudar.”
Passei-lhe para a mão dez euros e, de maneira policial, perguntei-lhe: - “Como é que o Senhor se chama?”
- “José Pereira da Silva.”
Despedi-me dizendo-lhe que aproveitasse o dia para fazer uma boa colecta lá para a família.
Aprumado, atirou-me: - “ Tem filhinhos? Vou rezar para que nada lhes aconteça.”.
Foi-se embora.
Quando abri a porta disparou logo:
- “Muito bom dia, meu Senhor. Não tenha medo que não são ladrões. Você é aqui de Santiago ou de Forjães?”
Respondi-lhe meio ensonado: - “O que é que o Senhor quer?”
Fez menção de tirar o chapéu, mantendo-o na cabeça, e foi logo ao assunto:
- “Sabe Senhor, agora com este temporal que veio, houve, lá no Carvoeiro, uma família, que tinha quatro vacas na loja, que lhe caiu a casa em cima. Foram todos para o hospital de Viana do Castelo. O gadinho, a Junta pagou-lhe mas, agora, o povo quer ver s’ arranja, nem que seja, um barraco de madeira para eles se meterem lá dentro. É cagora a mão-de-obra está muito cara e não se pode com ela. Olhe que o padre aqui de Santiago ajudou. Ele diz que pode acontecer a todos. Hoje foram eles, amanhã poderemos ser nós. Olhe que ele deu trinta contos. Veja o que pode dar.”
- “Mas que lata.” – Pensei eu. Com que então, um velho que ainda devia estar no lar da 3ªIdade a comer o pequeno-almoço, estava-me ali a contar uma história do arco-da-velha, com uma capacidade oratória superior à do melhor vendedor de automóveis de luxo, estava a tentar e a conseguir convencer-me que a solidariedade porta a porta ainda pode acontecer.
Então, perguntei-lhe, qual pergunta de controlo: -“ O padre de Quintiães também ajudou?”.
Respondeu-me: - “Quem?”.
Fiquei preocupado. Um homem com aquela cultura religiosa toda não conhecia o padre nem a freguesia de Quintiães. E disse-lhe: - “ Sim, o sr. Padre Américo.”
Desviou a conversa dizendo que eles, a família, estavam desgraçados e que todos nós devíamos ajudar por que isso iria ajudar a descontar nos nossos pecados.
Olhei para aquela figura insólita, pensei no seu ar descontinuado e disse-lhe: - “Você tem cá uma lata!”
- “ Não tenho nada. Já sou velho para isso e, sobretudo, não preciso. É mesmo para os ajudar.”
Passei-lhe para a mão dez euros e, de maneira policial, perguntei-lhe: - “Como é que o Senhor se chama?”
- “José Pereira da Silva.”
Despedi-me dizendo-lhe que aproveitasse o dia para fazer uma boa colecta lá para a família.
Aprumado, atirou-me: - “ Tem filhinhos? Vou rezar para que nada lhes aconteça.”.
Foi-se embora.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O sopro de vaidade
Apesar de tudo há pessoas que não conseguem resistir à vaidade. O vanity da língua inglesa que se associa regularmente às feiras e onde cabe todo um perfil da maioria dos políticos. Sim estou-me a referir à vaidade dos políticos em geral e de nenhum dos actuais políticos em particular. São os os minutos de fama que traçam e destraçam as carreiras.É o visual "práfrentex", os óculos Hugo Boss com aros em taratruga, o anel de brilhantes, o brinco na orelha direita, o nó de gravata pronto-a-vestir e o sapato, mais ou menos bicudo, e joanetes. Ai, o que a televisão não mostra e que, assim, não diminui a vaidade.
A oratória envolta na voz de barítono é fundamental. Quem estiver rouco não pode ter vaidade e até é encarado, com todo o carinho, como se de um deficiente se tratasse. Os momentos de fama, leia-se vaidade pura, acabam como começaram. Basta que a vaidade seja limitada por alguma deficiência, fortuita e improvável, para que a fama diminua e quase se extinga. Daí que, como a vida é curta, não se pode ter fama muitas vezes.
A vaidade e a fama só existem porque se consegue concitar a atenção dos outros. São os outros que nos conferem o direito à fama. Sózinhos não conseguíamos ser vaidosos. Por isso quando deixamos de ter um público que nos sustente a vaidade, descemos à realidade e à simplicidade.
De todas as drogas que se conhecem e, por alguns...poucos, já foram experimentadas, aquela que maior dose de adrenalina produz é, sem dúvida, a vaidade. É no momento que se vive a vaidade que se produzem, de forma excepcional, feromonas potentes. As várias passadeiras vermelhas da vida e os espelhos de ocasião ajudam os vaidosos a manter o status e o tonus em alta.
E nós, nunca fomos vaidosos?
A oratória envolta na voz de barítono é fundamental. Quem estiver rouco não pode ter vaidade e até é encarado, com todo o carinho, como se de um deficiente se tratasse. Os momentos de fama, leia-se vaidade pura, acabam como começaram. Basta que a vaidade seja limitada por alguma deficiência, fortuita e improvável, para que a fama diminua e quase se extinga. Daí que, como a vida é curta, não se pode ter fama muitas vezes.
A vaidade e a fama só existem porque se consegue concitar a atenção dos outros. São os outros que nos conferem o direito à fama. Sózinhos não conseguíamos ser vaidosos. Por isso quando deixamos de ter um público que nos sustente a vaidade, descemos à realidade e à simplicidade.
De todas as drogas que se conhecem e, por alguns...poucos, já foram experimentadas, aquela que maior dose de adrenalina produz é, sem dúvida, a vaidade. É no momento que se vive a vaidade que se produzem, de forma excepcional, feromonas potentes. As várias passadeiras vermelhas da vida e os espelhos de ocasião ajudam os vaidosos a manter o status e o tonus em alta.
E nós, nunca fomos vaidosos?
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