segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Os valores

Na ontologia dos valores a palavra valor é difícil de definir. Existem diferentes perspectivas consoante as diferentes ciências em geral e as Ciências Sociais em particular. A palavra valor pode ser entendida a partir do étimo grego AXIOS, que significa valor, e do étimo latino VALES, VALERE, que significa ter saúde, força ou coragem,

O conceito de valor ganha especial relevância em Filosofia quando se distinguem juízos de facto de juízos de valor. Os juízos de existência ou de facto serão aqueles que atribuem uma característica ao que estamos a observar. Ex: o meu aluno é pontual. Por seu lado, os juízos de valor, não acrescentando nada ao observado, referem-se às impressões subjectivas de agrado ou desagrado sobre as observações. Ex: o meu aluno é simpático.

No entanto, não podemos confundir os valores com as coisas ou com as particularidades das coisas e, muito menos, com as impressões subjectivas de agrado ou desagrado sobre as coisas.

Para o filósofo alemão LOTZE, citado por MORENTE (1987), “Os valores não são, mas valem”. Uma situação é valer e outra é ser. Aquilo que vale não nos é indiferente. As coisas que compõem o mundo em que vivemos não nos são indiferentes. Todas elas têm particularidades que as fazem boas ou más, belas ou feias. Ou seja, o mundo em que vivemos não nos é indiferente.

A noção de valor tem um sentido abstracto. Por isso, o valor de troca em economia e a perfeição metafísica ganham sentido. Por outro lado, subjectivamente damos valor àquilo de que necessitamos muito, ou seja, ao que tem utilidade (Cfr. VEIGA, 1994, p.231).

No entanto os valores são objectivos (Cfr. MORENTE, o.c., p.299). Os valores funcionam como meio-termo entre os princípios e as normas, servindo para actualizar os princípios e também para relativizar as normas ou mandamentos (Cfr. ANDRADE, 1992).

As pessoas socorrem-se dos valores para minimizar o efeito prático das normas que não estão de acordo com as suas expectativas ou convicções. Ou seja, existe uma clara distinção entre a produção de normas e a aceitação de valores fundamentais por parte dos cidadãos.

Por exemplo, os professores do ensino secundário declararam aceitar o valor associado ao dever de custódia mas não reagiram positivamente ao conjunto de regras que impuseram as actividades de substituição.

De facto, os valores não qualidades ideais porque não podem ser demonstrados, tal como a matemática, que é ideal (Cfr. MORENTE, idem, p.301).

Chegados a este ponto coloca-se-nos a questão da hierarquização de valores que implica, à partida, que tenhamos de proceder a uma classificação desses valores. Existem inúmeras escalas de valores consoante os critérios utilizados na classificação.

Parafraseando Santo Agostinho : “Diz-me o que amas e dir-te-ei quem és”. Por outras palavras, a classificação dos valores passa pela valoração que o ser humano ou o grupo de seres humanos confere, optando de entre várias possibilidades, às coisas ou às situações.

Ortega e Gasset e Vicente Albalat apresentam escalas que hierarquizam os valores de acordo com a sua espiritualidade. Nestas escalas, que abarcam dimensões morais, estéticas, sociais e religiosas, os valores são apresentados em paralelo com os seus opostos (polaridade dos valores). Segundo MORENTE (o.c., p.303), a polaridade centra-se na não-indiferença do valor. Ou seja, o valor afasta-se positiva ou negativamente do ponto de indiferença.

O professor Ribeiro Dias nas suas aulas, partindo de questões que Fernão Capelo Gaivota colocou (As gaivotas voam para comer ou comem para voar?), inferiu que o mais forte dos valores será o fim último. De facto, não podemos esquecer os valores pessoais que se inserem no conjunto dos chamados direitos humanos fundamentais, universalmente consensuais e resultado da reflexão de muitos pensadores que nos antecederam.

O que define os seres humanos é o verbo IR de…para…

O professor colocou a tónica dos valores na antinomia entre os valores do ter e os valores do ser. Os valores do ser são de natureza qualitativa enquanto os valores do ter são de natureza quantificável. Por outro lado, os valores do ser são da ordem do ilimitado e da participação e os valores do ter são da ordem do limitado e da partilha.

O professor utilizou ainda, como ilustração, a história daquela mulher que tinha um filho e um bolo. O filho tinha cem por cento do bolo e cem por cento do amor de sua mãe. Mas se a mulher tivesse um bolo e cinco filhos, os filhos continuavam a ter cem por cento do amor da mãe e só um quinto do bolo.

Ou seja, os valores morais são transcendentes, ilimitados e imateriais (verdade, justiça, honestidade e bondade). Por sua vez os valores pessoais e os valores materiais (os que podem ser objecto de partilha) são limitados.

Não podemos continuar a orientar a nossa vida para recursos limitados.

Coisas

Os seres humanos são caracterizados por traços distintivos únicos relativamente aos outros seres vivos. Um deles é a inteligência.

Piaget investigou como é que se desenvolvia a inteligência no ser humano e conceptualizou as fases desse desenvolvimento. Da fase sensório-motora à operatividade abstracta o ser humano vai construindo um conjunto de esquemas de raciocínio, mais ou menos elaborados, que lhe permitem utilizar, em proveito próprio, a realidade à sua volta.

Curiosamente, uma das primeiras apropriações da criança, marcadamente sobrevivencial, é a do seio da mãe para se alimentar. Mas não só, a criança apropria-se de e conduz toda a gente. A criança chega a condicionar o destino dos que a rodeiam.

As crianças, até há bem pouco tempo, eram consideradas como “coisinhas” e não eram aceites como se de seres humanos se tratassem. Na concepção educacional de Durkheim dever-se-ia “…impor, à criança, modos de ver, de pensar e de agir, aos quais não teria chegado espontaneamente e que lhe são exigidos pela sociedade no seu conjunto e pelo meio social a que é particularmente destinada” (GILBERT, R, 1976, p.7).

As crianças eram educadas e controladas pelas mães.

Comigo aconteceu algo de semelhante. Nasci em casa e foi a minha mãe que me educou desde o berço. No princípio, também não era e não sabia. Tive que ser conduzido.

No entanto, tenho uma vaga ideia, construída de recordações e de histórias que me foram sendo contadas, de um dia, na praia de Matosinhos, ter fugido ao controlo do adulto mais próximo e ter sido dado como desaparecido em mensagem divulgada no autofalante da praia.

O controlo da criança começou a transformar-se com a Revolução Industrial, tendo sido construídos armazéns de recolha de crianças. Recentemente, o controlo externo à família ganhou nova acuidade com a necessidade económica da ocupação para as mulheres fora de casa.

Platão dizia que não há coisas nem seres humanos perfeitos. Para ele perfeitas só existiam as ideias.

Mas são as coisas, os recursos, que colocam os principais problemas de relacionamento entre os seres humanos. É que os recursos que necessitamos, para o crescimento das economias e desenvolvimento das civilizações, são finitos ou encontram-se em risco de extinção.

É este fenómeno da escassez, que justifica a existência da Economia como a ciência que estuda a adequação dos recursos escassos à satisfação de necessidades virtualmente ilimitadas. Quando a procura dos recursos excede a sua oferta criam-se condições para que o seu preço tenda a subir.

Foi com este mecanismo de mercado, de funcionamento fácil e rápido, que nos tentaram tranquilizar aquando do recente aumento dos combustíveis. Refira-se ainda que se aplica um mecanismo semelhante na fixação do salário no mercado do trabalho.

Sem dúvida que é atractivo resolver todos os problemas económicos utilizando um mecanismo ágil (Adam Smith, no século XVIII, designou-o por “mão invisível”) que tudo equilibra e que tudo resolve. O único grão na engrenagem é que as pessoas são recursos especiais.

De facto, é aberrante considerarmos as pessoas, as crianças e os adultos, como coisas. Não nos consideramos, em idade alguma, como objectos. Infelizmente ainda existem muitos seres humanos que são escravizados e tratados sem respeito pela sua dignidade. Um dos exemplos que mais se utilizam para ilustrar tal situação é o das crianças amarradas ao seu local de trabalho infantil para não fugirem.

Face a estas situações de exploração os seres humanos continuam a não conseguir fazer respeitar os compromissos que têm vindo a ser assumidos, ao longo dos tempos, em reuniões multinacionais, pela maioria esmagadora dos países da Terra.

O preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos do Homem (D.U.D.H.), assinada na sessão plenária da Organização das Nações Unidas de 10 de Dezembro de 1948, é claro quando refere:

- o reconhecimento da dignidade de toda a família humana como o “fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo”;

- o “advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria” como a “ mais alta aspiração do homem”.

Estas ideias colocam-nos perante a nossa incapacidade de tratarmos todos os seres humanos com a dignidade intrínseca ao seu estatuto. Só serão valores fundamentais quando fizerem, efectivamente, parte integrante do relacionamento humano a nível global.

Todos nascemos com igual dignidade, no entanto, muitos de nós são tratados como coisas, como recursos descartáveis. A economia e a política têm contribuído muitíssimo para que as pessoas sejam objecto de cálculos e projecções.

Desde o início dos tempos que a especialização económica e social tem criado diferenças no acesso à riqueza e ao poder. Se no início a economia do clã era comunitária, rapidamente se avançou para modelos geradores de discriminação.

Hoje em dia, com o neo-liberalismo na moda, assiste-se a um aumento da “coisificação” das pessoas e dos seus direitos. Para as pessoas não interessa o que existia antes, o que interessa é evitar que o seu presente seja ainda mais duro. Se não se conseguem fazer respeitar os direitos, negoceia-se tal respeito em troca da manutenção da sobrevivência.

Face ao actual “choque petrolífero”, em grande parte resultante de fenómenos especulativos, um número importante de pessoas reagiu com mecanismos de associação que os poderes instituídos não conseguiram controlar no início.

A crise económica e o aumento da criminalidade violenta, no nosso país, andam de mãos dadas. A falta de coesão social compagina-se com o grau de concentração dos rendimentos. Quanto maior for a concentração menor a solidariedade entre o grupo dos mais pobres e o grupo dos mais ricos.

Não é possível gerar bem-estar com desemprego elevado e criação de riqueza diminuta. As decisões económicas tais como a fixação da taxa de juro, a regulamentação de acesso ao crédito e os incentivos à produção são tomadas, numa determinada conjuntura e num determinado modelo, por decisores escolhidos em função da competência reconhecida.

As pessoas, na sua dignidade, têm direito ao sonho que lhes foi prometido. Quem utilizou tal sonho com o objectivo de viabilizar interesses individuais e empresariais próprios deveria ser responsabilizado. Tudo se justifica porque a economia de consumo resulta da necessidade das empresas aumentarem a sua produção e, consequentemente, os seus lucros.

No entanto, o destino do homem “não é coisificar-se, mas humanizar-se” (FREIRE, 1974, p.64). Há que avançar para uma revolução pacífica fundamentalmente humana, cultural e pedagógica.

As pessoas não são estúpidas. As pessoas não são coisas. As pessoas têm dignidade mesmo que tal desconheçam. Todos nós temos vontade de ser felizes. É realmente preciso ter fé para acreditar que podemos ainda transformar os nossos próprios esquemas de raciocínio e de vida.

Partilhamos da perspectiva de Ribeiro Dias quando afirma que a mudança do mundo das coisas para o mundo dos valores operar-se-á, de acordo com o preâmbulo da D.U.D.H., “pelo ensino e pela educação”, implicando o esforço de “todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade” e quando a dignidade de todos os membros da família humana constituir “…um ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações” (DIAS, 2006).

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A governança

Se a minha avó fosse viva! Esta frase tem similitude com uma outra bem popular que inclui a morte.
Se o Eusébio ainda jogasse! Outra frase bem actual e saudosista.
Bom o que se passa é que estamos numa fase das nossas vidas em que a tradição já não é o que era. Ou seja, passamos por uma fase de brutal con(tradição). Os pensamentos e as teorias associadas têm que se suspender nas nossas mentes face ao actual momento de crise. O que era perfeitamente normal há uns dias atrás foi reduzido a pó. Levaram tempo a reagir estes responsáveis da crise. Comecemos pelos eurocratas. Barroso e a sua equipa demonstrou que não funciona em tempo real. Com a necessidade da Sra. Merkle em ganhar as eleições da Renânia-Westfália, "estava na cara" que a Alemanha não iria apoiar medidas de defesa do EURO. Sim. Porque a questão não é defender ou apoiar a Grécia, Portugal, Espanha ou Irlanda. A questão é a cotação do dólar face ao Euro. Se a Zona Euro tivesse decidido, pela primeira vez na sua curta existência, uma desvalorização controlada, as agências norte americanas de rating não teriam atacado tão facilmente os países da Coesão mais a Grécia, enganador país de finanças dúbias.
Não houve coragem política e os temas internos da Alemanha marcaram a agenda da UE. Também o Sr. Sarkozy exultou com a possibilidade de poder, mais facilmente, zurzir no Reino Unido, que apresenta um dos maiores défices de sempre.
Enfim, em Portugal. O Bloco Central tem uma existência disfarçada com evidentes vantagens para o PSD. Não se compromete e pede desculpas, enquanto o PS vai cavando o seu fosso de derrota eleitoral, as medidas anti-crise. Desculpem portugueses. Bolas, ainda bem que é o PS que está a tomar estas medidas. Passos Coelho e a sua equipa arranjaram uma boa maneira de cozinhar em lume brando o que restar das escutas e das mentiras.

terça-feira, 27 de abril de 2010

A necessidade da leveza

Existem pessoas que têm sempre peso a mais.
Podem ser magras e fibrosas que não se safam. Têm sempre peso a mais.
É da influência dizem outros. Talvez...
Os castelhanos consideram que são chatos os que são pesados. Ou seja, por muito que se queira ser magro pode não se ser leve.
O momento de impacto de uma relação ou de uma palavra será medido enquanto ponto de contacto com as outras pessoas. O peso passará pela importância que se der aos acontecimentos.
Daí que é preciso não perder peso nos momentos da verdade, sem contudo, constituir peso para ninguém.
Ser leve é ter a capacidade de fluir entre as preocupações e de falar claro.
Ser leve é acrescentar ao discurso sem o tornar redondo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O choque cultural

Que este país está a precisar de abanões ninguém duvida.
Há quem lhe vá chamando choques. As palavras valem o que valem mas o que interessa é o seu resultado. De facto, Guterres brindou-nos com a "paixão da educação" e abanou-nos de tal forma que o seu, então, Secretário de Estado do Ambiente se transformou, rapidamente, em Primeiro Ministro e desfez tudo o que tinha sido feito. Depois veio o abanão da "tanga" que depressa se transformou em fato e gravata Louis Vuiton e carro de alta cilindrada da Comissão Europeia. Intrépido corredor de fundo chega o choque tecnológico de Sócrates que nos trouxe pérolas como o Magalhães e a banda larga em todo o lado. Até à crise chegar, houve que a ir adiando o mais possível sem outra solução que o apertar de uma cintura já de si delgada.
Está, acreditem, na altura do choque cultural. O futebol já não congrega ninguém, até é factor de divisão e perturbação da ordem pública. O fado ainda não é património cultural da humanidade porque é ainda demasiado bisonho, localizado e fechado sobre si próprio. Fátima é cada vez mais dinheiro, cera e make-up e está longe de se poder constituir um elemento cultural de agregação.
Marcelo Rebelo de Sousa veiculou a ideia de Scolari de colocar a bandeira à janela como elemento de identificação mas também isso foi passageiro.
Muitos falam da Língua Portuguesa como o traço distintivo e congregador. Só que a língua é quotidiano, é contacto, é convívio, enfim, é partilha. Não temos nada para partilhar uns com os outros. Não existe um chimarrão de mate que nos consiga unir num círculo de qualidade. Há que o descobrir porque as civilizações e as sociedades morrem quando deixam de ter interesse para quem nelas sobrevive.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Esta semana de pré Primavera

Sim. Já há duas ou três semanas que venho sentindo a força que chega da terra.É uma força que me chega de dentro e de fora. É uma sensação de potência criadora, brotadora que não consigo sublimar.
Faz-me pensar na minha responsabilidade social.
De facto, o que se passa à minha volta cada vez mais é parte de mim. Sinto-me responsável pela formação daqueles que trabalham comigo e dependem de mim também em termos afectivos.
Quem acredita que a melhor forma de ajudar os outros é reconhecer as suas capacidades e ajudar a que ganhem auto estima tem de apostar na partilha e no andar lado a lado.
Os líderes têm de mudar de atitude e os empresários também. O lucro é um objectivo que se pode conseguir sem escravatura ou prisão psíquica. Os colaboradores, nova designação para os trabalhadores ou funcionários, são parte fundamental no funcionamento das empresas ou organizações. Estas não serão resilientes se os colaboradores não as considerarem como ambiente do seu bem-estar. A perseguição e o controlo apertado só resultam com gente que não pense ou que seja impedida de pensar. Não podemos querer para os outros o que não queremos para nós.
Aí está a grande questão deste início de século XXI: partilhar os valores e assim resolver as crises.
Quando se fala de crise fala-se de uma situação resultante da falência de alguns dos valores da vida: a verdade, a solidariedade e a honradez.
Mas como é que quem esteve na génese do problema acabe por estar também na sua resolução. Que responsabilidade social pode apresentar quem se foi locupletando com a situação vivida até à crise?
Por issso o Presidente Obama tem tanto charme junto daqueles, o povo, que acreditam na mudança.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O triunfo das qualificações

Já não chega ter o "canudo", seja ele qual for.
O facto de se concluir um percurso de qualificação académica já não garante, por si só, um emprego e, mais difícil ainda, que assegure uma remuneração aliciante.
Parece uma verdade de "La Palisse" mas não é. As pessoas, que apostaram ou que tiveram quem apostasse em si, ao realizarem um percurso de qualificação criam expectativas no seu futuro e no emprego das suas capacidades. Se a qualificação obtida não os ajudar a conseguir os seus objectivos isso não será positivo para a dignificação dessa qualificação. É preciso que as pessoas se convençam que os "canudos" não são suficientes para se ter emprego e ganhar bem. É que os "canudos" têm que ter expressão nas capacidades e competências de cada um. Daí que, qualquer comparação entre "canudos" só faça sentido quando se estão a comparar pessoas com competências similares e, mesmo aí, isso só se justificará como critério de desempate em casos extremos. Não existem duas pessoas exactamente iguais. Ou seja, existem sempre características que podem levar o empregador a escolher entre duas ou mais pessoas. Tudo o resto é, mais inveja, menos inveja, uma questão de "democratização" das qualificações.

A Serra da Leba

A Serra da Leba
A sombra das luzes