segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
O ouro da liderança
Ao longo destes últimos meses tenho vindo a dedicar vários dos meus textos à liderança e tenho partilhado ideias sobre o tema por que me apaixonei. Hoje trago a contribuição de Walter Molina, um brasileiro com ideias inovadoras nesta matéria.
Para ele a liderança é como um ato de garimpo onde devemos buscar o melhor, o ouro, que existe em nós. Para isso temos de recorrer a alguns instrumentos ou princípios fundamentais nessa atividade de descoberta.
Comecemos por pegar na Positividade. Com ela conseguiremos trabalhar com as pessoas e vê-las e às situações em que atuam de forma positiva. O controlo do que é negativo é insuficiente e o comando, sem propósito, esboroa-se a si e à organização.
Sem dúvida que tal positividade ganhará eficácia se se recorrer à pedra de amolar que é o Servir, entendido como a disposição de submeter-se, cooperar e seguir o líder, nunca esquecendo o sentido crítico que ajuda todos a ficarem mais afinados, inclusive aqueles que servem.
Mas tais pessoas necessitarão de Potencial para crescer, ou seja, carecerão de um desejo genuíno de crescer e desenvolver-se como pessoas, continuando a crescer à medida que o trabalho se expande e se complexifica.
No entanto, a determinação de ver todo o trabalho feito com consistência exige algum Acompanhamento do que vai sendo decidido fazer, numa visão que deve ser mais de pássaro do que de rolo compressor.
Tudo porque a Resiliência, caraterística que até os sistemas têm ao recuperar-se quando surgem problemas, permite às pessoas adaptarem-se e reagirem à pressão. Vivendo sem resiliência, o ser humano já teria desaparecido como os dinossauros.
Um dos traços dessa capacidade de sobrevivência adaptável que, por vezes, é negligenciado e menosprezado é a Lealdade, essa disposição de colocar sempre o líder e a organização acima dos desejos pessoais. O que seria dos sistemas e das estruturas sem lealdade.
E já agora como seria o garimpo sem Integridade? A probidade, a retidão ou integridade de caráter, a honestidade e a honradez contribuem para melhorar a qualidade de vida. No fundo, nem “sol na eira, nem chuva no nabal”, “walk the talk”, falem palavras e tenham condutas consistentes.
Entretanto, é preciso reconhecer que a melhor perspetiva das situações implica a Mentalidade da “situação como um todo”. Sem essa habilidade de considerar todas as necessidades e de ver a organização como um todo a liderança será menos conseguida.
Para isso é preciso Disciplina, entendida como a disposição de fazer o que é necessário, independentemente da disposição pessoal, tendo em conta um bem superior.
Finalmente a Gratidão surge como a pepita em cima do garimpo. No ser humano uma atitude de gratidão ajuda a definir um modo de vida em que todos precisamos de todos.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
The impeccable authentic leadership
INTRODUCTION
People need, now more than ever, to believe and trust in their leaders. Believe, in the sense that gave Gilbert (1991), involves the knowledge and mental representation of a significant information considered as being true. From the outset, we accept as true the position expressed by the leader, that, according to Espinosa, far us understand your messages. In case of rejection, such a contradiction would lead, so simply, non-acceptance of the leader (p. 107).
And about trust, what will be? For Robbins, is "A positive expectation that the other person will not act in an opportunistic way" (2005, p. 276). An expectation can express through words, actions or decisions.
The authenticity of the leader, in exercising its positive qualities of character, will be the lighthouse that will help people navigating the revolt waters of the growing complexity and of trust deficit.
That is why, from the bankruptcy of several American firms (Enron, WorldCom, Lehman Brothers) and noticed lack of honesty on the part of the leaders, has emerged a new focus of interest in the study of leadership that led to both researchers as professionals in management and now renamed the "authentic leadership" (AL).
From the perspective of professionals, Bill George (2003) gave the motto and, in his book "True North, Discovering your authentic Leadership", used a metaphor very effective in presenting the importance of authenticity as he sees it: top executives should use their internal compass to find, and follow, the true North in the business world.
On the approach of researchers, Luthans and Avolio (2003) helped to improve the construct and defined it as "a process that draws from both positive psychological capacities and a highly developed organizational context, which results in both greater self-awareness and self-regulated positive behaviors on the part of leaders and associates, fostering positive self-development" (p. 243).
This alternative of leadership is immersed in a specific field of psychology, known as positive psychology, focusing on the study and appreciation of forces, of virtues and most positive aspects of life, with a view to the development of people, already healthy and happy, self-realization and meaning of life (Seligman & Csikzentmihalyi, 2000).
The Positive Psychology emphasizes the study of grace, of excellence or authenticity, which considers components as determinants for life as a disease, disorder or anxiety (Peterson & Seligman, 2003). It emphasizes the study of work engagement too.
Speaking about leadership we must not forget followers. They follow those who lead, not for them but for a greater good. As Kets de Vries (2001, p. 107) argues, “meaningful activity at work becomes a way to transcend personal concerns; it becomes a way to create a sense of continuity. Leaving behind a legacy through work becomes an affirmation of the person’s sense of self and identity; it can become an important form of narcissistic gratification.” Meaningful work fosters the employees’ self-esteem, hope, health, happiness and sense of personal growth (Csikszentmihalyi, 2003; Kets de Vries, 2001).
When the work place are secondary public school teacher activities, followers work for the society greater good , but need to be highly engaged in doing their job, because working with young people and their specified traits is not easy and entails more than merely a salary in return for their work. It is far more than simply a well-paid job and a structured career, working in a mass school requires a special kind of dedication and a humanitarian orientation caring for young people shifting future. When teachers feel that the organization cares for and is helpful to the whole community, they feel that they are performing meaningful work. Chalofsky (2003) have consistently demonstrated that people rate purpose, fulfillment, autonomy, satisfaction, close working relationships and learning as more important than money. Frankl (1984) said that: “Man's search for meaning is the primary motivation in his life.”
The challenge of engaging employees is increasing as high costs occur in case of disengaged employees (Avery, McKay, & Wilson, 2007). Employee engagement has a direct effect on performance (Harrison, Newman, & Roth, 2006). Authentic leadership is positively related to engagement as authentic leaders strengthen followers’ feelings of self-efficacy, feelings of competence and confidence, and followers’ identification with the leader and the organization, which results in higher levels of engagement (Avolio & Gardner, 2005; Gardner, et al., 2005).
Concerning to that, Cartwright and Holmes (2006, p. 206) argue: “As individuals become increasingly disenchanted and disillusioned with work and fatigued by the constant demand to change and to be flexible in response to organizational needs, employers now need to actively restore the balance, recognize the meaning and emotional aspects of work and move towards creating a more energized, fulfilled and engaged workforce”.
sábado, 24 de novembro de 2012
O que faz falta é… Liderança Autêntica. O que faz falta…
Após tantos anos de engano e incapacidade começam, já há algum tempo, as pessoas a clamar por alguém que nos lidere. Depois de quarenta e “oito” anos de uma liderança autocrática, ruralista como a maioria do país e medrosa do contato pernicioso com o exterior, passámos para o “oitenta” das lideranças, fortes e fracas, europeístas, mas pouco autênticas.
Se entendermos o líder como o super-homem que alia em si um conjunto de capacidades pouco possível de encontrar na pessoa comum, então vai ser difícil encontrá-la por que o Clark Kent é uma ficção. Se descermos à terra podemos encontrar pessoas com capacidades, que podem ser desenvolvidas, de conduzir equipas de trabalho potenciando as suas qualidades e as dos que trabalham consigo, aprendendo sempre com as falhas de todos.
É neste contexto que devemos colocar a Liderança Autêntica (LA para simplificar). A comunidade científica e alguns práticos ajudaram a definir este conceito que, se for seguido com toda a atenção por todos nós, poderá evitar males maiores do que aqueles que já foram praticados. A ver…
A prática da LA evitará a incompetência, a rigidez, a falta de respeito pelos outros, a insensibilidade, a corrupção, a teimosia e a malvadez. Dir-me-ão: “Então não vai aparecer ninguém que consiga isso!”.
Realmente a condição humana, “a carne”, é fraca. Mas eu acho e acredito que é preciso tentar. É preciso treinar aqueles que, independentemente da idade ou geração, queiram melhorar a sua condição de seres humanos.
Os académicos da LA (Bruce Avolio, Waine Gardner e Fred Walumbwa) defendem mesmo que existem aspetos fundamentais na “construção” do líder autêntico. São eles: - - a consciência de si próprio – como qualquer um de nós pode ser líder, temos que ter consciência das nossas forças, dos nossos limites, da forma como os outros recebem os impactos dos nossos atos;
- a transparência – ter abertura para com os outros e ajudar a que as suas ideias e opiniões contribuam para o sucesso e realização de todos. Aceitar que não somos infalíveis e que temos “telhados de vidro”;
- a postura ética interiorizada – os comportamentos éticos devem corresponder ao que dizemos que queremos e fazemos. O respeito pelos outros não pode ser só da “boca para fora” ou durante o ritual dominical;
- o tratamento equilibrado da informação – é preciso ter coragem para assumir que nunca se soube ou sabe tudo. Estamos em permanente aprendizagem. Aprendemos com os outros. Precisamos de procurar o máximo, porque nunca alcançaremos a totalidade, da informação. As decisões importantes são, na sua esmagadora maioria, tomadas numa base de racionalidade limitada. Não conseguimos reunir toda a informação necessária.
Os práticos, de que realço Bill George, falam de uma espécie de bússola que deve acompanhar-nos sempre, para não perdermos o norte. O líder autêntico tem que ter objetivos, valores sólidos, autodisciplina, relações humanas potentes e deve, tanto como com a cabeça, dirigir com o coração.
Ou seja, a nossa vida é que deve ser autêntica. Devemos abater os muros que temos vindo a construir na nossa personalidade. Se a nossa matriz cultural é judaico-cristã, porque é que no trabalho somos autocráticos? Não significa amolecermos, significa o que os filósofos gregos clamavam: “Conhece-te a ti próprio”.
Investigação Apreciativa
Trata-se de uma forma cooperativa e co-evolucionária de buscar o melhor das pessoas, das organizações e do mundo em redor delas. Envolve a descoberta (daí a palavra “investigação") sistemática do que dá vida a uma organização, aquilo a que Peter Senge chama domínio da ação, nas situações de maior efetividade e capacidade. Buscam-se as possibilidades positivas, porém desconhecidas, inexploradas em cada organização ou comunidade.
Na Investigação Apreciativa, a intervenção cede lugar à investigação, imaginação e inovação. Ao contrário da negação, das críticas e de diagnósticos complicados, há a descoberta, o sonho e o desenho de possibilidades. Envolve a arte e a prática incondicional de fazer perguntas positivas que fortaleçam a capacidade do sistema em antecipar e explorar potenciais positivos. Através de Investigação Apreciativa, centenas ou até milhares de pessoas podem ser envolvidas em co-criar o seu futuro coletivo, operando transformações organizacionais de larga escala.
Normalmente é implementada através da realização generalizada de entrevistas, diálogos em todos os níveis da organização e de alguns momentos de encontro mais alargados. Em vez de se perguntar “o que está errado?” passa-se a questionar “qual é a possibilidade de se fazer bem?”.
Referências: David Cooperrider & Diana Whitney, Appreciative Inquiry.
A liderança é um relacionamento
A vitória de Barack Obama nas últimas eleições nos E.U.A. veio demonstrar, mais uma vez, que a liderança é uma forma de relacionamento essencial no funcionamento das organizações e dos países.
De facto, o relacionamento que se estabelece entre os que aspiram liderar e os que escolhem seguir é fundamental na construção de sentidos para o futuro. A liderança com sentido implica envolver aquelas duas partes na construção de uma visão que possa constituir uma herança comum.
Obama, um dos fenómenos de afirmação de personalidade política mais recentes, envolve aqueles que o seguem na partilha de sucessos presentes e de responsabilidades no futuro. Ele sabe que só deixará um legado perene se os outros o acompanharem. Ou seja, se eles se relacionarem aberta e confiantemente com ele. No fundo, se acreditarem nele.
As pessoas só seguem quem querem. São elas que decidem de quem querem lembrar-se ou de quem querem fugir. Ao líder cabe manter ou aumentar a qualidade desse relacionamento.
E Obama vai ao fundo da questão dos relacionamentos. Ele fala ao coração das pessoas. É no coração, na sensibilidade de cada um que Obama aposta.
O conjunto de citações que utilizou no seu discurso de vitória foi excelente. Lembrou o que já foi dito para que possa ser realizado o que ainda não foi feito. Ele sabe que o seu sucesso só será duradouro se as pessoas gostarem dele.
Ele também tem consciência que só pode alcançar melhores resultados se for apreciado pelos outros. Estar motivado pela apreciação que os outros façam de nós é positivo e traduz-se na procura conjunta de uma maior qualidade do relacionamento.
Mas Obama sabe, creio eu melhor do que nós, que não se pode dar bem com toda a gente. O segredo, mais uma vez, estará na equipa que for constituída. Uma equipa de pessoas que possam expressar as suas diferenças com naturalidade enquanto, com todas as suas forças, prosseguem, lado a lado, a construção de um mundo melhor.
A sexta categoria de necessidades - as espirituais
A liderança é mais do que um estilo ou, como dizia Bennis, é a capacidade de transformar a visão em realidade.
Para isso temos que estar motivados. Na sua obra Toward a Psychology of Being ( Em Direção a uma Psicologia do Ser), o psicólogo Abraham Maslow (1908-1970) identifica as necessidades cuja satisfação condiciona a ação humana. Ao descrever num modelo a Hierarquia das Necessidades, que alguns designam por Pirâmide das Necessidades, Maslow desocultou os cinco motores do comportamento humano. A ordem por que devem satisfeitas as necessidades, a hierarquia, vai depender do seu grau de urgência.
Assim, quando o mal-estar gera tensão, a pessoa fará tudo o que estiver ao seu alcance para terminar com esse estado de ansiedade. Na Pirâmide, as necessidades mais básicas encontram-se perto da base, têm a ver com a sobrevivência e o equilíbrio humano. Pelo contrário, no topo encontram-se as necessidades relacionadas com a realização do ser humano enquanto pessoa.
Durante quase meio século esta foi a “verdade” seguida pelas políticas de motivação no trabalho. Com o advento da Psicologia Positiva houve uma releitura de vários autores clássicos, entre os quais Maslow. Foi dessa forma que se descobriu uma sexta categoria – as necessidades espirituais.
Essas necessidades passam pela autotranscendência e pela estética no sentido de descobrir um novo significado e um novo sentido para a vida.
A bold mindset
When we deserve to do things well and almost everything goes wrong, we must stop and think carefully.
When we do what we have to do according to our mind set and almost everything goes wrong, we must stop and verify the rationale of our mindset.
Facing reality if we neither don’t stop and think nor verify the mindset, we are completely out of our minds. That’s what is going on.
Power people have a bold mindset and they don’t give it up. Or that is an hided agenda?
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