sábado, 23 de fevereiro de 2013
Barcelos, Portugal 2013 Capital Europeia das Ideias
Barcelos, Portugal 2013
Capital Europeia das Ideias
Nas situações de desconfiança e de desalento, a imaginação e a criatividade tornam-se cúmplices no processo de mudança que a humanidade ansiosamente espera.
Temos que entrever o futuro em bases que ainda estão por definir mas que podemos pensar, parando o tempo suficiente para partilhar uma ideia: projetar um mundo no qual nos sintamos bem uns com os outros.
É possível encontrar pessoas felizes com poucos recursos disponíveis. Nós, que somos seres humanos, estamos a viver uma fase de sermos “teres humanos”. Os bens materiais são dívidas para com o nosso equilíbrio. Temos querido o que nos ultrapassa e desejado o que os outros têm.
O equilíbrio continua a estar na natureza e há muito que a abandonámos como fonte de sabedoria. Virámo-nos para a nossa pequena e egótica dimensão pessoal, mantendo-nos, assim mesmo, com o instinto de sobrevivência adormecido.
As dúvidas são poucas. Temos que mudar de vida, de líderanças e de consciência. O que for preciso para nós tem de ser pensado em conjunto. Pensar a verdadeira democracia, a de cada um dentro de si próprio para poder respeitar a dos outros.
Daí a Capital Europeia das Ideias, que nunca chega tarde e pode servir a quem o desejar.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Frases de autor
Para liderar pessoas, caminhe-se ao lado delas. Quanto melhores os líderes forem, menos as pessoas se apercebem da sua existência. O melhor do próximo, é honrado e louvado pelas pessoas; o próximo que as pessoas temem é o próximo que as pessoas odeiam. Quando o trabalho dos melhores líderes está feito, as pessoas dizem "fomos nós mesmos que fizemos isso " Lao-tsu.
"O sucesso de uma intervenção depende da condição interior do(a) interveniente. A nossa eficácia como líderes depende não só do que fazemos e como fazemos, mas também do lugar onde operamos, tanto individual como coletivamente." Bill O Brien.
"Nunca duvidem que um pequeno grupo de pessoas reflexivas e comprometidas pode mudar o mundo. Na verdade, são as únicas coisas que já têm." Margaret Mead.
"Liderança é comunicar às pessoas tão claramente o seu valor e potencial que elas conseguem vê-lo em si próprias." Stephen Covey.
"Devemos tornar-nos a mudança que procuramos no mundo." Gandhi.
"Ouvir bem é tão poderoso enquanto meio de comunicação e influência como falar bem." John Marshall.
"Outra Terra não só é possível, ela está aí a chegar. Num dia calmo, pode-se ouvir a sua respiração." Arundhati Roy.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Os nossos princípios
“A clareza dos valores pessoais tem muita relação com os sentimentos de motivação, criatividade e comprometimento com o ambiente de trabalho. Quando conhecemos claramente nossos valores pessoais, sentimo-nos capacitados, prontos e preparados para agir. Prontos para ser líderes.” (Kouzes e Posner, 2007, p.80)
Neste tempo de incerteza, em que as escolhas significativas fazem ainda mais sentido, colaborar na construção de lideranças com valores faz parte da nossa história de vida. Se continuarmos a assobiar para o lado e a deixar que sejam os outros a escrever as nossas histórias, só restará a pegada ambiental ilustradora da nossa ineficácia como seres cósmicos.
Daí que, estando conscientes da sua importância, elencamos, em seguida, um conjunto de valores pessoais regeneradores da liderança pessoal:
*Liberdade com Responsabilidade
Somos livres para tomar as nossas próprias decisões e somos responsáveis por tudo o que escolhemos e pela vida que levamos. Apesar de sermos influenciáveis a última vontade é sempre nossa. Somos líderes de nós próprios.
*Consciência pessoal do poder/Empowerment
O poder está nas pessoas e isso tem que ser conscientizado, como dizia Paulo Freire. Ou seja, interiorizado e utilizado no próprio benefício das pessoas. A liderança deve capacitar e não gerar a dependência das pessoas.
*Aprendizagem e Inovação
Experimentar o novo, questionando-nos sempre e procurando aprender com os outros em tudo o que fazemos. Decidir com atitude apreciativa e valorizar os erros, evoluindo com eles. A liderança deve ter um sentido.
*Relações Profundas
Viver as nossas relações com amor, verdade, confiança, cuidado e respeito. Procurar fazer o que acreditamos e falar o que pensamos aumenta a capacidade do líder que existe em nós.
*Abertura e Partilha
Aquilo que fazemos é o que somos e é do domínio público. A informação e o conhecimento são livres, não temos propriedade sobre eles. Dar-se a conhecer aos outros é essencial em liderança.
Liderança e mudança
A liderança é fundamental na forma de encarar o fenómeno da mudança.
Mas, para liderar melhor, é preciso valorizar e incorporar os sinais da mudança, saber comunicar a visão sobre a mudança e, não menos importante, agir eficazmente no sentido de mudar.
Para tal o líder tem de ter uma presença autêntica. Todos nós, para estarmos vivos, precisamos de ter uma presença notada pelos outros – é essa a essência psicológica do ser humano. Essa presença só será autêntica se nos conhecermos bem a nós próprios (Auto consciência). Esse conhecimento não é um estado final, mas sim uma viagem que dura a vida inteira com diversos momentos de reflexão, introspeção e inflexão - individuação. Se partilharmos a nossa procura de conhecimento, os nossos sonhos e aspirações com os outros, vão ser mais nítidas as características importantes que os seguidores querem dos seus líderes: credibilidade, genuinidade e autenticidade.
O líder será aquele que, conhecendo-se a si próprio e aos outros, consegue expandir a sensação de bem-estar e de confiança no mundo que nos rodeia através da comunicação de uma visão empolgante da mudança. Para isso necessita possuir capacidades de comunicação e de relacionamento humano, desenvolvendo a inteligência emocional, aprendendo a apreciar e valorizar os diferentes posicionamentos e coordenando projetos e tarefas complexas. Tal visão partilhada favorece a permanente construção de uma cultura organizacional criativa e comprometida.
Agir é fundamental no empreendedorismo. Não podemos ficar à espera que os outros façam o que queremos fazer. Uma ação efetiva implica presença autêntica e comunicação hábil. Num momento de processo constante de mudança e adaptação precisa-se mais do que seguir os passos das teorias da mudança mais recentes. O líder tem de criar uma cultura de compromisso que inspire o pleno envolvimento e a responsabilidade incondicional dos indivíduos e equipas. Para além disso, deve agir de forma inteligente, estratégica e compassiva, sem paternalismos. As organizações lideradas desta maneira encaram melhor a mudança, são resilientes, adaptativas e povoadas por pessoas entusiasmadas e comprometidas.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
O medo, a mudança e a esperança
A Burocracia Mecânica, designação proposta por Mintzberg, há muito tempo que é uma forma obsoleta de pensar e fazer a gestão. A grande maioria de nós já compreendeu, social e economicamente, quais são as suas ameaças, fraquezas e mau funcionamento. Então, temos de refletir, propor e praticar novas formas de construir a atenção para com o ser humano, numa atitude de sustentável e aceitável mudança desse status quo.
Podemos considerar que os sistemas de comando e controle refletem, como foi anteriormente afirmado pela teoria clássica da administração, uma desconfiança profunda face ao compromisso e à competência dos funcionários.
Eles também tendem a exagerar os acontecimentos negativos, assim, as sanções surgem como uma maneira de forçar a conformidade e a ordem. Talvez seja por isso que muitas organizações estejam cheias de funcionários ansiosos que estão hesitantes em tomar a iniciativa ou em confiar no seu próprio julgamento.
A adaptabilidade organizacional, a inovação, a autenticidade e o engajamento dos funcionários só pode acontecer numa cultura de alta confiança, com baixo medo e com significado. Num tal ambiente, a informação é amplamente compartilhada, as opiniões controversas são livremente expressas e aceites, a assunção de riscos é incentivada e o fracasso não é exorcizado. O medo paralisa, cria desconfiança, desmoraliza e limita as pessoas — deve ser expulso dos nossos sistemas de gestão.
A era do “Grande homem”, o todo-sábio, o todo-poderoso líder-como-decisor já dura há bastante tempo. Os líderes devem tornar-se arquitetos sociais esclarecidos — indivíduos que são capazes de co-criar ambientes que engendram uma realização extraordinária e preenchida.
Para fazer essa transição do "comando e controle" para o "motivar e orientar", as organizações precisam desenvolver líderes que acreditem que é fundamental criar o comprometimento e o alinhamento sem recorrer a instrumentos tradicionais de controle burocrático. O Verdadeiro Norte será uma organização repleta de líderes autênticos que com toda a esperança nos elevem a todos.
Já não é suficiente apenas ter um excelente fluxo de caixa. As partes interessadas e os consumidores tornaram-se exigentes e o tempo/dinheiro não é tudo. As organizações resilientes devem ser flexíveis, inovadoras, inspiradoras, significativas e socialmente responsáveis. Isso significa que têm que recriar as bases da liderança de pensamento e das práticas. Os estudiosos e os práticos devem procurar novos princípios em campos tão diversos como a antropologia e a cultura, a biologia e a entropia, o desenho e o Urbanismo, mergulhando nas ciências políticas e na democracia, na ecologia e na economia sustentável, na gestão e no poder.
É definitivamente tempo de mudarmos e de respeitarmos os outros.
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