domingo, 3 de março de 2013

Fundamentos de Educação 2

05/04/2008 O ideal a atingir deve acontecer sem ser pela força do direito nem pelo direito da força. Ele deve ser alcançado pelo ensino e pela educação. Após a 2ª GM encetaram-se profundas reformas dos sistemas educativos. É na Inglaterra e na França que se dão os primeiros passos. Os E.U.A. iniciaram a reforma em 1958 após o lançamento do Sputnic pela U.R.S.S.. Em Portugal só nos anos 60 é que a reforma se iniciou ao nível do sistema escolar. Universidade {séculos XII/XIII – Clérigos}; Liceu {século XVI – Colégios Jesuítas}; Escola Primária {século XVI – países protestantes; século XVII – países católicos; século XIX – Portugal/Marquês de Pombal}; Educação de Infância – século XIX. A reforma do sistema educativo é uma reforma da pirâmide. Uma 1ª preocupação era económica. Nas prioridades da reconstrução do pós-guerra estavam os recursos humanos. A 2ª preocupação era social: a igualdade. A escola primária para todos, o liceu para alguns e a universidade para poucos. A 3ª preocupação era cultural. {EDGAR FAURE} – “Aprender a ser” veiculou a avaliação da situação da educação. Pela primeira vez na história o nível de desenvolvimento educativo ultrapassou o nível de desenvolvimento económico. Isso faz surgir uma nova classe: a juventude. Com ela surge a contestação à sociedade em que ela se insere (Maio de 68). A crise mundial da educação implica a preparação da juventude para mundos que ainda não existem. IVAN ILITCH fala da desescolarização da sociedade. A reforma do sistema educativo era, afinal, a reforma do sistema escolar, do ensino. Preocupava-se com o ensinar sem ir ao fundo do educativo. Era dar mais do mesmo. Foram falsas reformas. Deve-se começar a reformar pela educação de infância e pela educação de adultos.

Fundamentos de Educação 1

Não consegui resistir a publicar as minhas notas pessoais sobre as fabulosas aulas do Professor Doutor Ribeiro Dias no Mestrado em Administração Educacional do Instituto Superior de Educação do Porto, biénio 2007/2009. 29/03/2008 Para que estamos aqui? No século XII existiam poucas divisões de conhecimento, no fundo existiam as Artes, a Teologia, a Medicina e o Direito. Os objectivos do mestrado antigo (1983/84/85): 1 – Aprofundar uma determinada área da licenciatura. Relacionar/articular aprofundadamente uma área da licenciatura com outra área da educação. 2 – Exercitar-mo-nos/treinar-mo-nos na investigação (vestígio - pegada). Habituar-mo-nos a procurar conhecimentos novos. A avaliação terá em conta as classificações das disciplinas. Mas a avaliação da dissertação é que mandará. A dissertação demonstrará a capacidade de investigação. O objectivo vai ser treinar-mo-nos para a investigação. A tese de doutoramento vai ter que apresentar algo de novo. A educação de adultos tem estratégias de ensino – aprendizagem específicas. Todos devemos unir esforços para descobrir soluções para os nossos problemas. Fundamentos de educação (a base, o terreno de apoio): - sector de investigação da razão de ser, da explicação da educação; - regra, norma, lei, direito da educação; - essencial, insubstituível, absolutamente necessário, não pode falhar; - fundamento = princípio intelectual. O que é essencial em educação? Educação confunde-se, a maior parte das vezes, com ensino. Mas será que ensinar é diferente de educar? Os pais são os responsáveis pela educação global. Os educadores são os pais. Os pais estimulam e contribuem para criar condições para o desenvolvimento. Ninguém desenvolve ninguém. As diversas partes do organismo vão-se desenvolvendo. Os pais conhecem a maneira de educar porque amam as crianças ou amam de tal maneira que possam educar? Os pais sabem porque amam ou porque sabem? O saber vem do amar. Educar significa na sua essência NUTRIR. Educar é criar condições para que as crianças se desenvolvam. A educação de uma criança começa 20 anos antes de a criança nascer [Napoleão]. Educar não é dar tudo. Educar é amar. Educar é amar (Ágape), não é amar (Eros). Se o Ministério da Educação gastasse o dinheiro na educação de adultos (dos pais) era muito mais eficaz. {Análise do texto de GILBERT, R.} Para Durkheim é preciso impor à criança tudo o que a sociedade pretende dado que a criança não tem capacidade de aí chegar espontaneamente. E não tem outro destino social senão aquele a que já pertence. A sociedade é tudo. Já Montaigne dizia que não queria cabeças cheias, queria cabeças bem feitas. Educar é criar condições para o ser humano se desenvolver no seu todo [dar a cana para pescar]. Ensinar é parte integrante do educar e integra a transmissão de conhecimentos (encher as cabeças)[dar o peixe], impor/inculcar (mal) as ideias dominantes e criar condições para que se desenvolva a inteligência do ser humano. A educação é a formação de dentro para fora, é criar condições para que se expanda/desabroche a capacidade/personalidade humana. Toda a obra de arte é um acto de formação.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Barcelos, Portugal 2013 Capital Europeia das Ideias

Barcelos, Portugal 2013 Capital Europeia das Ideias Nas situações de desconfiança e de desalento, a imaginação e a criatividade tornam-se cúmplices no processo de mudança que a humanidade ansiosamente espera. Temos que entrever o futuro em bases que ainda estão por definir mas que podemos pensar, parando o tempo suficiente para partilhar uma ideia: projetar um mundo no qual nos sintamos bem uns com os outros. É possível encontrar pessoas felizes com poucos recursos disponíveis. Nós, que somos seres humanos, estamos a viver uma fase de sermos “teres humanos”. Os bens materiais são dívidas para com o nosso equilíbrio. Temos querido o que nos ultrapassa e desejado o que os outros têm. O equilíbrio continua a estar na natureza e há muito que a abandonámos como fonte de sabedoria. Virámo-nos para a nossa pequena e egótica dimensão pessoal, mantendo-nos, assim mesmo, com o instinto de sobrevivência adormecido. As dúvidas são poucas. Temos que mudar de vida, de líderanças e de consciência. O que for preciso para nós tem de ser pensado em conjunto. Pensar a verdadeira democracia, a de cada um dentro de si próprio para poder respeitar a dos outros. Daí a Capital Europeia das Ideias, que nunca chega tarde e pode servir a quem o desejar.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Frases de autor

Para liderar pessoas, caminhe-se ao lado delas. Quanto melhores os líderes forem, menos as pessoas se apercebem da sua existência. O melhor do próximo, é honrado e louvado pelas pessoas; o próximo que as pessoas temem é o próximo que as pessoas odeiam. Quando o trabalho dos melhores líderes está feito, as pessoas dizem "fomos nós mesmos que fizemos isso " Lao-tsu. "O sucesso de uma intervenção depende da condição interior do(a) interveniente. A nossa eficácia como líderes depende não só do que fazemos e como fazemos, mas também do lugar onde operamos, tanto individual como coletivamente." Bill O Brien. "Nunca duvidem que um pequeno grupo de pessoas reflexivas e comprometidas pode mudar o mundo. Na verdade, são as únicas coisas que já têm." Margaret Mead. "Liderança é comunicar às pessoas tão claramente o seu valor e potencial que elas conseguem vê-lo em si próprias." Stephen Covey. "Devemos tornar-nos a mudança que procuramos no mundo." Gandhi. "Ouvir bem é tão poderoso enquanto meio de comunicação e influência como falar bem." John Marshall. "Outra Terra não só é possível, ela está aí a chegar. Num dia calmo, pode-se ouvir a sua respiração." Arundhati Roy.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Os nossos princípios

“A clareza dos valores pessoais tem muita relação com os sentimentos de motivação, criatividade e comprometimento com o ambiente de trabalho. Quando conhecemos claramente nossos valores pessoais, sentimo-nos capacitados, prontos e preparados para agir. Prontos para ser líderes.” (Kouzes e Posner, 2007, p.80) Neste tempo de incerteza, em que as escolhas significativas fazem ainda mais sentido, colaborar na construção de lideranças com valores faz parte da nossa história de vida. Se continuarmos a assobiar para o lado e a deixar que sejam os outros a escrever as nossas histórias, só restará a pegada ambiental ilustradora da nossa ineficácia como seres cósmicos. Daí que, estando conscientes da sua importância, elencamos, em seguida, um conjunto de valores pessoais regeneradores da liderança pessoal: *Liberdade com Responsabilidade Somos livres para tomar as nossas próprias decisões e somos responsáveis por tudo o que escolhemos e pela vida que levamos. Apesar de sermos influenciáveis a última vontade é sempre nossa. Somos líderes de nós próprios. *Consciência pessoal do poder/Empowerment O poder está nas pessoas e isso tem que ser conscientizado, como dizia Paulo Freire. Ou seja, interiorizado e utilizado no próprio benefício das pessoas. A liderança deve capacitar e não gerar a dependência das pessoas. *Aprendizagem e Inovação Experimentar o novo, questionando-nos sempre e procurando aprender com os outros em tudo o que fazemos. Decidir com atitude apreciativa e valorizar os erros, evoluindo com eles. A liderança deve ter um sentido. *Relações Profundas Viver as nossas relações com amor, verdade, confiança, cuidado e respeito. Procurar fazer o que acreditamos e falar o que pensamos aumenta a capacidade do líder que existe em nós. *Abertura e Partilha Aquilo que fazemos é o que somos e é do domínio público. A informação e o conhecimento são livres, não temos propriedade sobre eles. Dar-se a conhecer aos outros é essencial em liderança.

Liderança e mudança

A liderança é fundamental na forma de encarar o fenómeno da mudança. Mas, para liderar melhor, é preciso valorizar e incorporar os sinais da mudança, saber comunicar a visão sobre a mudança e, não menos importante, agir eficazmente no sentido de mudar. Para tal o líder tem de ter uma presença autêntica. Todos nós, para estarmos vivos, precisamos de ter uma presença notada pelos outros – é essa a essência psicológica do ser humano. Essa presença só será autêntica se nos conhecermos bem a nós próprios (Auto consciência). Esse conhecimento não é um estado final, mas sim uma viagem que dura a vida inteira com diversos momentos de reflexão, introspeção e inflexão - individuação. Se partilharmos a nossa procura de conhecimento, os nossos sonhos e aspirações com os outros, vão ser mais nítidas as características importantes que os seguidores querem dos seus líderes: credibilidade, genuinidade e autenticidade. O líder será aquele que, conhecendo-se a si próprio e aos outros, consegue expandir a sensação de bem-estar e de confiança no mundo que nos rodeia através da comunicação de uma visão empolgante da mudança. Para isso necessita possuir capacidades de comunicação e de relacionamento humano, desenvolvendo a inteligência emocional, aprendendo a apreciar e valorizar os diferentes posicionamentos e coordenando projetos e tarefas complexas. Tal visão partilhada favorece a permanente construção de uma cultura organizacional criativa e comprometida. Agir é fundamental no empreendedorismo. Não podemos ficar à espera que os outros façam o que queremos fazer. Uma ação efetiva implica presença autêntica e comunicação hábil. Num momento de processo constante de mudança e adaptação precisa-se mais do que seguir os passos das teorias da mudança mais recentes. O líder tem de criar uma cultura de compromisso que inspire o pleno envolvimento e a responsabilidade incondicional dos indivíduos e equipas. Para além disso, deve agir de forma inteligente, estratégica e compassiva, sem paternalismos. As organizações lideradas desta maneira encaram melhor a mudança, são resilientes, adaptativas e povoadas por pessoas entusiasmadas e comprometidas.

A Serra da Leba

A Serra da Leba
A sombra das luzes