sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Confiantes e humildes
A evolução atual está indelevelmente associada à aprendizagem. As tecnologias de informação, o marketing, a liderança têm que ser aprendidas e apreendidas, logo vai ter que existir alguém que ajude a descobrir o melhor caminho para se proceder a essa aprendizagem. Esse ser, que no Japão é a única pessoa perante a qual o imperador se curva, tem que ter agilidade, eficiência e precisão nos diversos planos que se envolvem no processo ensino-aprendizagem.
Mas existe uma variável crítica naquele processo que influencia o desempenho, a eficácia e a eficiência de todos os intervenientes: a confiança.
A confiança facilita, acelera e solidifica os relacionamentos e isso é determinante na aprendizagem. Sem relação não há formação de saber maior. Aprendemos muito uns com os outros e nunca sabemos mais do que ninguém.
A confiança estabelece a diferença entre um saber desejado e um saber bancário, como Paulo Freire designava o saber que só servia para acumular e não para desenvolver e autonomizar as pessoas. Ter confiança em alguém é acreditar que os outros não se vão aproveitar das nossas fraquezas.
A aprendizagem é importante na medida em que abrir caminho a mais e melhor aprendizagem. Para isso temos de ser humildes e confiantes.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
A amizade em alta
Anos depois vi, revi e encontrei pessoas que me marcaram a vida em tempos diferentes. Após os tempos de memória foi soberbo voltar a perceber que o cérebro de cada um de nós continua em expansão como se algum big bang tivesse ocorrido nas nossas caixas cranianas.
O melhor de tudo foi a sensação de ter acontecido há pouco o último contacto. A conversa, a narrativa, essa mudou e mostrou que o tal big bang ocorreu e estamos diferentes para melhor: continuamos a pensar.
As nossas vidas, em percursos paralelos e, de certa forma, alternativos, cruzaram-se no momento certo de acordo com o nosso mapa astral de relacionamentos. Os dias que se passaram não foram em vão, justificaram a potência do reencontro. Que podemos não nos ver durante mais algum tempo também é hipótese. No entanto, ficou a vontade de nos vermos mais vezes do que ultimamente.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Está tudo inventado
Benjamin Zander esteve há mais de três anos em Portugal (fevereiro de 2010) mas deixou-me “saudades” por aquilo que transmitiu e que não foi, como de costume, entendido pelas nossas elites.
O maestro e orador considerou, na altura, que o mundo pode ser encarado “como uma espiral descendente, ou como como um universo que irradia possibilidade(s)”. No entanto, para que se possa olhar o mundo como uma imensa possibilidade apontou três momentos fundamentais na transformação pela qual, cada um de nós, temos de passar:
Constatar que está tudo inventado (It’s all Invented); Dar uma classificação máxima ao outro (Giving an A) e praticar a regra número seis (Rule Number 6).
A primeira recomendação foi recebida com alguma naturalidade, eram os tempos de começar a pensar “fora da caixa”. Mas o dar classificação máxima ao outro e a regra número seis deixaram quase todos de boca aberta.
Explicou o músico que o número pouco importava, podia ser o dezassete, o que era preciso é que ninguém desse demasiada importância a si próprio. Ou seja, era fundamental que os outros estivessem, de facto, no foco da nossa vida. Quanto a dar a classificação máxima ao outro considerou que isso significava “olhar o outro como um igual”.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Faz todo o sentido.
Não se pode cair naquele estado de torpor que Victor Frankl, um psiquiatra austríaco que esteve preso num campo de morte nazi e escreveu o importante livro “O homem à procura de sentido”, lamentava dizendo: “As pessoas podem ter o suficiente para viver, mas nenhuma vive disso; elas têm os meios, mas não têm o significado.” Uma vida com significado é, para muitos, relativamente fácil e clara de identificar e conseguir, por exemplo a vida familiar. Para outros nunca se colocou como problema, pois vivem totalmente focados nos meios e não no significado da vida. É, por isso, critico transformar os atuais desafios recessivos por oportunidades de compreender e acrescentar sentido ao trabalho e à vida.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Se queres ser líder veste-lhe a pele
Ser um líder não é só ter jeito, estilo ou demonstrar tendência para o ser. O líder tem que mostrar capacidade, inata e/ou aprendida. O líder tem que ser competente e capaz de desenvolver com eficácia as suas tarefas. Mas, fundamentalmente, a liderança é uma forma de comportamento. É uma forma de relação que influencia os outros a seguir determinado caminho no sentido de alcançar objetivos partilhados.
A liderança exige uma relação diádica líder x seguidor baseada na interação e na ética.
Uma relação orientada para a mudança positiva no sentido do bem geral e que nos ultrapassa enquanto seres individuais.
Por isso, quando ouvimos falar de liderança temos que estar atentos pois, normalmente, estamos perante líderes que não percebem a importância da liderança na mobilização dos outros. Como diriam Kouzes e Posner, no prefácio do livro O Desafio da Liderança (2009, p.13), “a abundância de desafios não é problema. É a forma como respondemos aos desafios que conta. Com as respostas que damos aos desafios, podemos agravar seriamente ou melhorar substancialmente o mundo em que vivemos e trabalhamos”.
Sobretudo, a forma como restauramos e sentimos a esperança que nos faz criar um verdadeiro sentido para a vida. De fato, o que precisamos é que alguém nos faça acreditar que somos capazes de mudar o nosso destino, principalmente quando tudo nos parece correr negativamente.
Kozes e Posner (2009, p.15), consideram que o seu livro “foi escrito tanto para reforçar” as capacidades de cada um de nós, como também para nos “levantar a moral”.
É exatamente isso que se pretende neste momento: levantar a moral! Como?
Queremos, definitivamente, quem nos indique não só o caminho mas, sobretudo, nos incuta confiança e nos ajude a ser líderes de nós próprios, ou seja que liberte ou ajude a libertar o líder que existe em cada um de nós.
Queremos que nos sirvam de exemplo e nos mostrem visões possíveis de futuro.
Desejamos que nos tratem como pessoas e que trabalhem com gosto naquilo que fazem.
“Há tanto trabalho extraordinário que precisa de ser feito” (Kouzes e Posner, p.19). Esse trabalho extraordinário, centra-se, em nossa opinião, na definição dos valores que estão na base da nossa atuação enquanto líderes. Valores que, se forem partilhados, contribuirão para definir melhor o objetivo comum.
Evite-se o vazio
A autenticidade é confundida com uma marca de personalidade que se revela nos atos simples da vida. Ou seja, ser autêntico é ser genuíno (Avolio, 2007) e isso, é complexo.
De facto, as personalidades autênticas demonstram-se no exemplo de credibilidade, verdade e liderança que transmitem às outras.
Os personagens autênticos afirmam-se face aos outros pela sua capacidade de resiliência e de encaixe das situações que se vão sucedendo e que exigem força de vontade para serem ultrapassadas.
O estado atual das coisas, das vivências e das práticas, é tendencialmente negativo. A importância conferida e subjacente ao lado material da vida está a conduzir quem não se conhecer a si próprio para o vazio.
domingo, 15 de setembro de 2013
Eu não quero nem mando
"Conheço muitos que não puderam quando deviam, porque não quiseram quando podiam.( F. R. escritor francês - 1494-1553)".
E eu tomaria a ousadia de acrescentar " que há muitos que nunca puderam, quiseram e não deviam".
Não é líder quem quer ou quem pode. É líder aquele que ajuda os outros na perspectiva de cada um se emancipar na realização de um bem maior.
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