quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Faz todo o sentido.

Não se pode cair naquele estado de torpor que Victor Frankl, um psiquiatra austríaco que esteve preso num campo de morte nazi e escreveu o importante livro “O homem à procura de sentido”, lamentava dizendo: “As pessoas podem ter o suficiente para viver, mas nenhuma vive disso; elas têm os meios, mas não têm o significado.” Uma vida com significado é, para muitos, relativamente fácil e clara de identificar e conseguir, por exemplo a vida familiar. Para outros nunca se colocou como problema, pois vivem totalmente focados nos meios e não no significado da vida. É, por isso, critico transformar os atuais desafios recessivos por oportunidades de compreender e acrescentar sentido ao trabalho e à vida.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Se queres ser líder veste-lhe a pele

Ser um líder não é só ter jeito, estilo ou demonstrar tendência para o ser. O líder tem que mostrar capacidade, inata e/ou aprendida. O líder tem que ser competente e capaz de desenvolver com eficácia as suas tarefas. Mas, fundamentalmente, a liderança é uma forma de comportamento. É uma forma de relação que influencia os outros a seguir determinado caminho no sentido de alcançar objetivos partilhados. A liderança exige uma relação diádica líder x seguidor baseada na interação e na ética. Uma relação orientada para a mudança positiva no sentido do bem geral e que nos ultrapassa enquanto seres individuais. Por isso, quando ouvimos falar de liderança temos que estar atentos pois, normalmente, estamos perante líderes que não percebem a importância da liderança na mobilização dos outros. Como diriam Kouzes e Posner, no prefácio do livro O Desafio da Liderança (2009, p.13), “a abundância de desafios não é problema. É a forma como respondemos aos desafios que conta. Com as respostas que damos aos desafios, podemos agravar seriamente ou melhorar substancialmente o mundo em que vivemos e trabalhamos”. Sobretudo, a forma como restauramos e sentimos a esperança que nos faz criar um verdadeiro sentido para a vida. De fato, o que precisamos é que alguém nos faça acreditar que somos capazes de mudar o nosso destino, principalmente quando tudo nos parece correr negativamente. Kozes e Posner (2009, p.15), consideram que o seu livro “foi escrito tanto para reforçar” as capacidades de cada um de nós, como também para nos “levantar a moral”. É exatamente isso que se pretende neste momento: levantar a moral! Como? Queremos, definitivamente, quem nos indique não só o caminho mas, sobretudo, nos incuta confiança e nos ajude a ser líderes de nós próprios, ou seja que liberte ou ajude a libertar o líder que existe em cada um de nós. Queremos que nos sirvam de exemplo e nos mostrem visões possíveis de futuro. Desejamos que nos tratem como pessoas e que trabalhem com gosto naquilo que fazem. “Há tanto trabalho extraordinário que precisa de ser feito” (Kouzes e Posner, p.19). Esse trabalho extraordinário, centra-se, em nossa opinião, na definição dos valores que estão na base da nossa atuação enquanto líderes. Valores que, se forem partilhados, contribuirão para definir melhor o objetivo comum.

Evite-se o vazio

A autenticidade é confundida com uma marca de personalidade que se revela nos atos simples da vida. Ou seja, ser autêntico é ser genuíno (Avolio, 2007) e isso, é complexo. De facto, as personalidades autênticas demonstram-se no exemplo de credibilidade, verdade e liderança que transmitem às outras. Os personagens autênticos afirmam-se face aos outros pela sua capacidade de resiliência e de encaixe das situações que se vão sucedendo e que exigem força de vontade para serem ultrapassadas. O estado atual das coisas, das vivências e das práticas, é tendencialmente negativo. A importância conferida e subjacente ao lado material da vida está a conduzir quem não se conhecer a si próprio para o vazio.

domingo, 15 de setembro de 2013

Eu não quero nem mando

"Conheço muitos que não puderam quando deviam, porque não quiseram quando podiam.( F. R. escritor francês - 1494-1553)". E eu tomaria a ousadia de acrescentar " que há muitos que nunca puderam, quiseram e não deviam". Não é líder quem quer ou quem pode. É líder aquele que ajuda os outros na perspectiva de cada um se emancipar na realização de um bem maior.

sábado, 14 de setembro de 2013

Te (mor) te

Há dois anos atrás já me preocupava o temor. O ter medo do que ainda não aconteceu mas pode vir a acontecer se não se tiver medo. Comparei o temor à pungente morte por inanição . Morre-se por que não se come e não se come por que se morre. “Não podemos controlar o que nos acontece na vida, mas podemos sempre controlar o que iremos sentir e fazer quanto àquilo que nos acontece” (Harold Kushner no prefácio ao livro “O Homem em Busca de um Sentido” de Viktor Frankl). Estará sempre dentro de nós a capacidade de não nos deixarmos corromper. O último a desistir está dentro de cada um nós. RIP (rest in peace).

A Serra da Leba

A Serra da Leba
A sombra das luzes