terça-feira, 28 de maio de 2013
Faz de conta
Algumas pesquisas realçam que os líderes são fundamentais para a construção de confiança nas organizações, e essa confiança na liderança está significativamente relacionada com uma série de atitudes, comportamentos e resultados de desempenho. Na sua meta-análise de amostras independentes, 106 amostras, Dirks e Ferrin, (2002, p. 618) concluíram que a confiança na liderança estava relacionada positivamente com uma variedade de resultados, incluindo o desempenho do trabalho, os comportamentos de cidadania organizacional, o comprometimento organizacional e a satisfação no trabalho, enquanto se relacionava negativamente com a intenção de sair da organização.
Num tempo de desconfiança instalada, em que nem sequer quem tem de dar exemplos o consegue, temos o desempenho "entornado". Alguém responsável se esqueceu que a confiança acelera relacionamentos e negócios. O "momento do investimento" pode ser mais um dos momentos de "faz de conta".
segunda-feira, 27 de maio de 2013
A rico não devas. A pobre não prometas.
O primeiro segredo da confiança é honrar as promessas. A confiança depende das promessas e do seu cumprimento ou daquilo a que os advogados chamam contratos. Poucos percebem que as demonstrações de resultados das empresas consistem em promessas e não em dinheiro. Não há "dinheiro real" quando nos referimos aos lucros e perdas; em vez disso, a base de reflexão são as contas a receber e as contas a pagar as quais são meramente promessas de pagamento pelos bens e serviços já vendidos ou recebidos.
Para construir a confiança também devemos estar dispostos a fazer promessas e esta é a segunda etapa. Um dos mais difíceis desafios de gestão é fazer com que os seguidores usem uma linguagem direcionada para os objetivos. Muitas vezes supomos que se não fizermos promessas nunca teremos que nos preocupar com a sua quebra. Assim podemos esconder-nos atrás do "Vou tentar", em vez de "Eu vou fazer" tentando passar ao lado da responsabilidade através da ambiguidade e da conversa “fiada”.
O terceiro segredo para estabelecer confiança é prometer pouco e realizar mais do que se prometeu. Prometer demais é o outro lado do prometer de menos e ambos são prejudiciais. Negociar antecipadamente é muito mais eficaz na criação e manutenção da confiança do que as desculpas inevitáveis que surgem quando uma promessa não é cumprida. Nós envolvemo-nos demais porque queremos que as outras pessoas gostem de nós, mas a melhor maneira de arruinar um relacionamento é não cumprir as nossas promessas.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Confiança e não só
Para construir a confiança entre as pessoas, cada um deve ter credibilidade baseada na honestidade, na sinceridade, respeitando e ganhando o apreço dos outros, na consistência, fazendo o que dizemos que vamos fazer, e na confiança, em nós e nos outros. O que significa ser confiável? Significa olhar para fora, tendo em consideração os outros para além de si mesmo. A credibilidade leva uma vida para construir mas uma simples indiscrição é suficiente para a destruir.
É preciso uma grande liderança e muitos seguidores a acreditar nela para numa organização se promover a confiança. Ela é um dos valores fundamentais mais difíceis de cultivar em qualquer cultura organizacional.
A confiança também responde à pergunta se cada um de nós um é fiável (ou confiável) e/ou crível. Além da honestidade, sinceridade, consistência e confiança, também a competência, o carinho (benevolência), a justiça e a integridade constroem confiabilidade/confiança. A ausência de qualquer um destes pode destruir a confiança. É preciso uma liderança muito reta e preocupada para construir a confiança mútua em qualquer organização.
Subscrever:
Comentários (Atom)
A Serra da Leba
A sombra das luzes