segunda-feira, 12 de maio de 2014
Alternativo ao clássico/convencional
As soluções clássicas de resolução das crises passam pela redução da massa monetária em circulação, pela diminuição dos custos do setor público e pelo aumento da taxa de cobertura, via diminuição das importações e aumento das exportações.
Em Portugal, esta narrativa/visão convencional compagina-se ainda com aumentos de produtividade superiores aos do passado e competição com países europeus com vantagens comparativas nas exportações.
Temos que arranjar outras saídas para a crise porque o país precisa ser alternativo e não uma cópia de nenhum outro. Para nós o segredo está na transformação da iniciativa privada. É necessário surgirem empresas que, em vez de exportarem/consumirem os lucros conseguidos na comunidade, mantenham a riqueza gerada perto das comunidades onde se processou a atividade.
Para isso, os líderes têm que fazer um caminho alternativo àquele que tem passado pela sujeição das pessoas ao controlo e ao exclusivo foco na tarefa. As pessoas têm que começar a ser tidas em conta, pelos líderes, nas decisões e objetivos a traçar para que elas as sintam também como suas.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
A gestão laranja
Estejam descansados. Ainda não sou comentador político.
Quando falo do laranja estou a referir-me à cor do espetro da espiral dinâmica de Ken Wilber. Aquela cor que corresponde ao homem moderno e auto-orientado. A que acompanha a mulher racional e competitiva. Já agora, aquela que se cola às equipas motivadas pelo sucesso e que jogam para ganhar.
Se Don Beck, membro da American Psychological Association (APA) e fundador do Integral Studies Institute, visitasse Portugal recomendaria que se mudasse a cartilha de exercício do poder. É que precisamos de desenvolver uma inteligência de poder que reflita a complexidade do mundo de hoje. Para começar era bom ter um propósito nobre para a vida do país. Depois, os políticos deviam atuar com elegância e dignidade. Por outro lado, era sinal de sabedoria que não se esquecessem que a ideologia do mercado é importante mas que ele é imperfeito nas crises. Também era fundamental que se assumisse a responsabilidade social de todos em relação a todos. Para terminar fica o desejo de que a coisa pública seja tratada acima da mera corrupção caseira e manhosa.
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