Sim. Já há duas ou três semanas que venho sentindo a força que chega da terra.É uma força que me chega de dentro e de fora. É uma sensação de potência criadora, brotadora que não consigo sublimar.
Faz-me pensar na minha responsabilidade social.
De facto, o que se passa à minha volta cada vez mais é parte de mim. Sinto-me responsável pela formação daqueles que trabalham comigo e dependem de mim também em termos afectivos.
Quem acredita que a melhor forma de ajudar os outros é reconhecer as suas capacidades e ajudar a que ganhem auto estima tem de apostar na partilha e no andar lado a lado.
Os líderes têm de mudar de atitude e os empresários também. O lucro é um objectivo que se pode conseguir sem escravatura ou prisão psíquica. Os colaboradores, nova designação para os trabalhadores ou funcionários, são parte fundamental no funcionamento das empresas ou organizações. Estas não serão resilientes se os colaboradores não as considerarem como ambiente do seu bem-estar. A perseguição e o controlo apertado só resultam com gente que não pense ou que seja impedida de pensar. Não podemos querer para os outros o que não queremos para nós.
Aí está a grande questão deste início de século XXI: partilhar os valores e assim resolver as crises.
Quando se fala de crise fala-se de uma situação resultante da falência de alguns dos valores da vida: a verdade, a solidariedade e a honradez.
Mas como é que quem esteve na génese do problema acabe por estar também na sua resolução. Que responsabilidade social pode apresentar quem se foi locupletando com a situação vivida até à crise?
Por issso o Presidente Obama tem tanto charme junto daqueles, o povo, que acreditam na mudança.
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