Já não chega ter o "canudo", seja ele qual for.
O facto de se concluir um percurso de qualificação académica já não garante, por si só, um emprego e, mais difícil ainda, que assegure uma remuneração aliciante.
Parece uma verdade de "La Palisse" mas não é. As pessoas, que apostaram ou que tiveram quem apostasse em si, ao realizarem um percurso de qualificação criam expectativas no seu futuro e no emprego das suas capacidades. Se a qualificação obtida não os ajudar a conseguir os seus objectivos isso não será positivo para a dignificação dessa qualificação. É preciso que as pessoas se convençam que os "canudos" não são suficientes para se ter emprego e ganhar bem. É que os "canudos" têm que ter expressão nas capacidades e competências de cada um. Daí que, qualquer comparação entre "canudos" só faça sentido quando se estão a comparar pessoas com competências similares e, mesmo aí, isso só se justificará como critério de desempate em casos extremos. Não existem duas pessoas exactamente iguais. Ou seja, existem sempre características que podem levar o empregador a escolher entre duas ou mais pessoas. Tudo o resto é, mais inveja, menos inveja, uma questão de "democratização" das qualificações.
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