Apesar de tudo há pessoas que não conseguem resistir à vaidade. O vanity da língua inglesa que se associa regularmente às feiras e onde cabe todo um perfil da maioria dos políticos. Sim estou-me a referir à vaidade dos políticos em geral e de nenhum dos actuais políticos em particular. São os os minutos de fama que traçam e destraçam as carreiras.É o visual "práfrentex", os óculos Hugo Boss com aros em taratruga, o anel de brilhantes, o brinco na orelha direita, o nó de gravata pronto-a-vestir e o sapato, mais ou menos bicudo, e joanetes. Ai, o que a televisão não mostra e que, assim, não diminui a vaidade.
A oratória envolta na voz de barítono é fundamental. Quem estiver rouco não pode ter vaidade e até é encarado, com todo o carinho, como se de um deficiente se tratasse. Os momentos de fama, leia-se vaidade pura, acabam como começaram. Basta que a vaidade seja limitada por alguma deficiência, fortuita e improvável, para que a fama diminua e quase se extinga. Daí que, como a vida é curta, não se pode ter fama muitas vezes.
A vaidade e a fama só existem porque se consegue concitar a atenção dos outros. São os outros que nos conferem o direito à fama. Sózinhos não conseguíamos ser vaidosos. Por isso quando deixamos de ter um público que nos sustente a vaidade, descemos à realidade e à simplicidade.
De todas as drogas que se conhecem e, por alguns...poucos, já foram experimentadas, aquela que maior dose de adrenalina produz é, sem dúvida, a vaidade. É no momento que se vive a vaidade que se produzem, de forma excepcional, feromonas potentes. As várias passadeiras vermelhas da vida e os espelhos de ocasião ajudam os vaidosos a manter o status e o tonus em alta.
E nós, nunca fomos vaidosos?
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