Se a minha avó fosse viva! Esta frase tem similitude com uma outra bem popular que inclui a morte.
Se o Eusébio ainda jogasse! Outra frase bem actual e saudosista.
Bom o que se passa é que estamos numa fase das nossas vidas em que a tradição já não é o que era. Ou seja, passamos por uma fase de brutal con(tradição). Os pensamentos e as teorias associadas têm que se suspender nas nossas mentes face ao actual momento de crise. O que era perfeitamente normal há uns dias atrás foi reduzido a pó. Levaram tempo a reagir estes responsáveis da crise. Comecemos pelos eurocratas. Barroso e a sua equipa demonstrou que não funciona em tempo real. Com a necessidade da Sra. Merkle em ganhar as eleições da Renânia-Westfália, "estava na cara" que a Alemanha não iria apoiar medidas de defesa do EURO. Sim. Porque a questão não é defender ou apoiar a Grécia, Portugal, Espanha ou Irlanda. A questão é a cotação do dólar face ao Euro. Se a Zona Euro tivesse decidido, pela primeira vez na sua curta existência, uma desvalorização controlada, as agências norte americanas de rating não teriam atacado tão facilmente os países da Coesão mais a Grécia, enganador país de finanças dúbias.
Não houve coragem política e os temas internos da Alemanha marcaram a agenda da UE. Também o Sr. Sarkozy exultou com a possibilidade de poder, mais facilmente, zurzir no Reino Unido, que apresenta um dos maiores défices de sempre.
Enfim, em Portugal. O Bloco Central tem uma existência disfarçada com evidentes vantagens para o PSD. Não se compromete e pede desculpas, enquanto o PS vai cavando o seu fosso de derrota eleitoral, as medidas anti-crise. Desculpem portugueses. Bolas, ainda bem que é o PS que está a tomar estas medidas. Passos Coelho e a sua equipa arranjaram uma boa maneira de cozinhar em lume brando o que restar das escutas e das mentiras.
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