sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
O medo, a mudança e a esperança
A Burocracia Mecânica, designação proposta por Mintzberg, há muito tempo que é uma forma obsoleta de pensar e fazer a gestão. A grande maioria de nós já compreendeu, social e economicamente, quais são as suas ameaças, fraquezas e mau funcionamento. Então, temos de refletir, propor e praticar novas formas de construir a atenção para com o ser humano, numa atitude de sustentável e aceitável mudança desse status quo.
Podemos considerar que os sistemas de comando e controle refletem, como foi anteriormente afirmado pela teoria clássica da administração, uma desconfiança profunda face ao compromisso e à competência dos funcionários.
Eles também tendem a exagerar os acontecimentos negativos, assim, as sanções surgem como uma maneira de forçar a conformidade e a ordem. Talvez seja por isso que muitas organizações estejam cheias de funcionários ansiosos que estão hesitantes em tomar a iniciativa ou em confiar no seu próprio julgamento.
A adaptabilidade organizacional, a inovação, a autenticidade e o engajamento dos funcionários só pode acontecer numa cultura de alta confiança, com baixo medo e com significado. Num tal ambiente, a informação é amplamente compartilhada, as opiniões controversas são livremente expressas e aceites, a assunção de riscos é incentivada e o fracasso não é exorcizado. O medo paralisa, cria desconfiança, desmoraliza e limita as pessoas — deve ser expulso dos nossos sistemas de gestão.
A era do “Grande homem”, o todo-sábio, o todo-poderoso líder-como-decisor já dura há bastante tempo. Os líderes devem tornar-se arquitetos sociais esclarecidos — indivíduos que são capazes de co-criar ambientes que engendram uma realização extraordinária e preenchida.
Para fazer essa transição do "comando e controle" para o "motivar e orientar", as organizações precisam desenvolver líderes que acreditem que é fundamental criar o comprometimento e o alinhamento sem recorrer a instrumentos tradicionais de controle burocrático. O Verdadeiro Norte será uma organização repleta de líderes autênticos que com toda a esperança nos elevem a todos.
Já não é suficiente apenas ter um excelente fluxo de caixa. As partes interessadas e os consumidores tornaram-se exigentes e o tempo/dinheiro não é tudo. As organizações resilientes devem ser flexíveis, inovadoras, inspiradoras, significativas e socialmente responsáveis. Isso significa que têm que recriar as bases da liderança de pensamento e das práticas. Os estudiosos e os práticos devem procurar novos princípios em campos tão diversos como a antropologia e a cultura, a biologia e a entropia, o desenho e o Urbanismo, mergulhando nas ciências políticas e na democracia, na ecologia e na economia sustentável, na gestão e no poder.
É definitivamente tempo de mudarmos e de respeitarmos os outros.
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