quinta-feira, 13 de março de 2014
Foco na consciência
Foco na Consciência (ing. Mindfulness), uma prática individual positiva que recomendo, é estarmos conscientes do que se passa no nosso corpo, na nossa mente, nos nossos pensamentos e nas nossas emoções. Ou seja, de nos lembrarmos de prestar atenção e de ter consciência de nós próprios.
Quando praticamos Foco na Consciência estamos a prestar atenção de propósito, no momento presente (aqui, agora) e sem julgamentos. E fazemos isso, direcionando essa consciência para um determinado “local” (para algo físico ou para uma emoção/sentimento).
Muitas vezes parece que a nossa mente tem vida própria e não assumimos a liderança sobre ela. Ou seja, não temos nenhuma intenção ou nenhum propósito para a nossa mente e para os nossos pensamentos. Como diria António Damásio, “ficamos sem dono”.
Na prática do Foco na Consciência, o propósito e a intenção, são as chaves. Temos a intenção e o propósito de experienciarmos algo por inteiro, podendo isso ser a nossa respiração, uma certa emoção, uma ação específica ou uma parte do nosso corpo.
Por exemplo, quando caminhamos podemos fazê-lo de modo focado ou desfocado. Se sentirmos as nossas batidas cardíacas e as controlarmos através da respiração estamos a prestar atenção ao nosso bem-estar físico e a aprendermos a conhecer os nossos limites. Estamos focados. Por outro lado, se caminharmos sem nos preocuparmos com as batidas e formos em conversa amena com amigos, não nos faz mal, mas o propósito da caminhada passa a ser outro, distinto da própria caminhada. Em termos da caminhada estamos desfocados.
Ian Carlson, um markteer sueco, já praticava Foco na Consciência quando considerava que o momento mais importante das vendas é aquele em que se tem aquele cliente à nossa frente e temos de o fazer feliz.
Contar histórias
Contar histórias é a antiga arte de retratar situações reais ou fictícias em palavras, imagens ou sons. Em todos os lugares e ao longo dos tempos, as pessoas contaram histórias e isso foi considerado um aspeto fundamental da humanidade. Mas a abordagem narrativa consciente como um objetivo ligado aos negócios, em aspetos como a formulação da estratégia, a transformação organizacional, a gestão do conhecimento, a construção da identidade empresarial, os mecanismos de marketing e os estilos de liderança, é relativamente novo. Ainda assim, é, claramente, uma forma de influenciar, envolver, motivar e dinamizar as pessoas para a ação.
As histórias utilizam imagens verbais para criar interesse, juntando variedade, e mudam o ritmo da discussão. As histórias podem inflamar discursos apagados e podem ajudar a fazer a ponte entre a informação e o conhecimento. Elas podem ser utilizadas para brincar com as evidências, clarificar assuntos, suportar pontos de vista e cristalizar ideias.
Há muitos tipos de histórias, como as fábulas, as parábolas, os mitos e as lendas. As histórias correspondem a vários estados de espírito, desde o cómico, ao inspirador, ao educativo, ao assustador, ao trágico e ao romântico.
De acordo com Stephen Dunning (1), “ Contar histórias penetra nas mentes das pessoas que coletivamente constituem a organização e mexe com o modo como elas pensam, se preocupam, imaginam, se torturam e sonham com elas próprias e com o processo de criação e recriação da sua organização. Contar histórias permite às pessoas, numa organização, verem-se a elas próprias e à organização numa perspetiva diferente e, concomitantemente, tomarem decisões e mudarem o seu comportamento de acordo com essas novas perceções, intuições e identidades”.
(1) Dunning, S. (2011). The Springboard, How Storytelling Ignites Action in Knowledge-Era Organizations. New York: Routledge.
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