quinta-feira, 13 de março de 2014

Contar histórias

Contar histórias é a antiga arte de retratar situações reais ou fictícias em palavras, imagens ou sons. Em todos os lugares e ao longo dos tempos, as pessoas contaram histórias e isso foi considerado um aspeto fundamental da humanidade. Mas a abordagem narrativa consciente como um objetivo ligado aos negócios, em aspetos como a formulação da estratégia, a transformação organizacional, a gestão do conhecimento, a construção da identidade empresarial, os mecanismos de marketing e os estilos de liderança, é relativamente novo. Ainda assim, é, claramente, uma forma de influenciar, envolver, motivar e dinamizar as pessoas para a ação. As histórias utilizam imagens verbais para criar interesse, juntando variedade, e mudam o ritmo da discussão. As histórias podem inflamar discursos apagados e podem ajudar a fazer a ponte entre a informação e o conhecimento. Elas podem ser utilizadas para brincar com as evidências, clarificar assuntos, suportar pontos de vista e cristalizar ideias. Há muitos tipos de histórias, como as fábulas, as parábolas, os mitos e as lendas. As histórias correspondem a vários estados de espírito, desde o cómico, ao inspirador, ao educativo, ao assustador, ao trágico e ao romântico. De acordo com Stephen Dunning (1), “ Contar histórias penetra nas mentes das pessoas que coletivamente constituem a organização e mexe com o modo como elas pensam, se preocupam, imaginam, se torturam e sonham com elas próprias e com o processo de criação e recriação da sua organização. Contar histórias permite às pessoas, numa organização, verem-se a elas próprias e à organização numa perspetiva diferente e, concomitantemente, tomarem decisões e mudarem o seu comportamento de acordo com essas novas perceções, intuições e identidades”. (1) Dunning, S. (2011). The Springboard, How Storytelling Ignites Action in Knowledge-Era Organizations. New York: Routledge.

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