domingo, 6 de maio de 2012

O líder em si próprio

O líder, que cada um de nós pode ser, evolui e transforma o seu estilo de acordo com os contextos onde atua, mantendo a sua personalidade e autenticidade sem fazer concessões que o descaraterizem em si próprio. A partir das três agendas que nos são sugeridas por Didier Marlier, Logos, Ethos e Pathos, consideramos que a liderança pode e deve ser sedutora e implicadora. Aprender a cocriar, ou seja, aprender que a colaboração dos que nos escutam e querem ajudar na construção de algo novo é fundamental neste momento de dúvidas e de dívidas. Aprender que com um mínimo de recursos disponível é crucial partilhá-los e alcançar mais, muito mais, do que aquilo a que somos obrigados para sobreviver isoladamente. Descobrir que a agenda Logos faz de cada um de nós mais do que simples grupos de mamíferos sobrevivos. Quando entramos no domínio do Ethos, os que nos escutam “olham” muito mais para o que fazemos do que para aquilo que dizemos. Não existirá agenda Logos se os comportamentos de cada um gerarem apreensão, distância e tensão. A liderança sedutora e implicadora expõe-se pelos comportamentos correspondentes ao que se apregoa. “Walk the talk”. Por outro lado, quando falamos uns com os outros sobre o que é importante cocriar, é decisivo construir referências emocionais. A aposta terá de ser, então, em gestos simbólicos fortes, em metáforas e estórias com potencial proximidade, em autenticidade e em confiança. No fundo dar substrato relacional (Pathos) ao que foi decidido. A liderança é um desafio do tipo tudo ou nada? Não é se estivermos dispostos a aceitar que é a partilha que nos ajudará a sair da atual situação em que nos encontramos. E, já agora, que tal apostarmos na confiança “inteligente” e na autenticidade de cada um.

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