sexta-feira, 4 de maio de 2012
Open Economy
Num mundo que é, ao mesmo tempo, simples, descomplicado, complexo e caótico, a diferença está em liderar com autenticidade, compromisso e liderar com distância, superioridade. Influenciar as pessoas para que elas se comprometam com as organizações, é o desafio que Didier Marlier, um consultor belga que reside na Suíça e é casado com uma brasileira do estado da Baía, coloca aos líderes no novo cenário económico.
Para Marlier chegou a era da Open Source Economy, na qual o sucesso das empresas se dá não tanto pela estratégia, mas mais pela qualidade dos diálogos internos. O contexto é caórdico, exigindo dos líderes um novo estilo baseado em três agendas: Logos, Ethos e Pathos.
Sócio-fundador da empresa de consultoria Enablers Network, Marlier defende que o mundo evolui cada vez mais na direção de contextos de liderança complexos e caóticos. O sistema piramidal de organizar, que funcionava em contextos empresariais simples e descomplicados (“comando e controle”), no qual a estratégia e o conhecimento eram privilégio da elite da pirâmide, deixou de fazer sentido. Num mundo complexo, é vital evoluir para um modelo de “organização inteligente”. Temos de quebrar a distância do poder (“quem tem o poder para decidir o quê?” [Hofstede, 1997, p.166]) e desenvolver colaboradores inteligentes e comprometidos do ponto de vista intelectual, comportamental e emocional.
A metáfora que se pode usar é a do corpo humano, no qual todos os órgãos estão alinhados e vivem para um propósito compartilhado: a sobrevivência do ser humano. Assim as pessoas, sensibilizadas e/ou influenciadas no sentido de se comprometerem intelectual, comportamental e emocionalmente com o propósito maior da organização, contribuirão para a resiliência do corpo onde existem: a organização inteligente.
À semelhança do corpo humano (dor, fome, calor, frio, medo), também a organização deve desenvolver um sistema de feedback permanente em que os colaboradores procurem as informações necessárias sobre o modo como estão a contribuir para a vida da organização. A constatação é a de que, para que cada um e a organização sobrevivam, todos têm de estar em rede e serem interdependentes. Marlier fala em conexão, em que cada parte entende e respeita a outra.
É este o grande desafio da Open Economy: passar da “velha” organização piramidal para uma inovadora organização “orgânica”.
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