domingo, 26 de janeiro de 2014
Em quem eu confio, nem às paredes confesso
Hoje trago-vos mais algumas reflexões sobre um tema que reputo de mágico: a confiança.
Em Portugal somos quase todos influenciados pela matriz judaico-cristã de pensamento. São as virtudes, os pecados, os mitos e, sobretudo, são os esqueletos no armário.
Daí que, não admire que o grupo de três possíveis tipos de confiança, que estabelecemos entre nós, comece pela confiança-temor. Sim aquela que se baseia no medo de represálias no caso de a confiança deixar de existir, tão comum, infelizmente, nos casos de violência doméstica.
Depois, vem a confiança baseada no conhecimento, a confiança-racional, que não é mais do que o comportamento previsível que deriva de um historial de interações. Se sempre confiei é lógico que continue a confiar.
Finalmente, aquele tipo que é mais caro, entenda-se difícil, a confiança-relacional. Ou seja, a confiança baseada na compreensão mútua das intenções dos outros e na apreciação das vontades e desejos de todos os intervenientes na relação.
É por isso que estamos como estamos. Não preservamos as relações e não confiamos em quase ninguém. Às vezes nem em nós próprios.
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