segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Conclusão

Tentámos perceber o que é a educação. Constatámos que, à partida, se pressupõem dois mundos: o corrente e o dos valores. A transição entre eles processa-se através da educação.
A educação é muitas vezes confundida com educação escolar ou ensino. A educação encontra-se inclusivamente estruturada em diferentes ciclos que já não correspondem às necessidades da educação comunitária e ecossistémica.
Mas, a educação é muito mais que ensino. A educação é um processo que se opera no sentido de criar condições para que o processo de desenvolvimento humano, desde o nascimento até à morte, aconteça. É uma criação endógena. Tudo o que é bom tem de nascer de dentro. A educação é criar condições para que o ser humano se desenvolva e cresça.
O lugar fundamental para a educação é no seio da família. A escola é um dos lugares complementares da educação. O objectivo da escola e dos professores é ensinar a criança a saber ser. Só que nenhum de nós é sem ser amado. Toda a educação passa pelo amor, dando tudo e dando-nos todos.
Procurámos também perceber a importância dos valores na educação. No conceito actual de educação ao longo da vida a universalidade tornou-se o motor da satisfação das nossas necessidades e das nossas aspirações, de toda a comunidade humana.
A comunidade humana só pode progredir se evoluir para um mundo de valores.
Como a dignidade humana é o fundamento de todos os valores, o advento de um mundo de respeito pela dignidade humana é o mundo dos valores.
Para conseguir chegar a esse patamar de sabedoria é precisa a educação. Uma educação em que:
- Todos somos simultaneamente educadores e educandos, formadores e formandos;
- Não há quem aprenda nem quem ensine;
- Temos que nos olhar como iguais;
- Temos que atender à sensibilidade e susceptibilidade uns dos outros;
- Temos que nos aceitar uns aos outros.
Finalmente, a nossa experiência profissional colocou-nos no cerne da revolução pacífica que se opera em Portugal: a educação e formação de adultos.
Acreditamos, temos fé neste processo porque lhe subjazem objectivos bons: aumentar a auto-estima e a literacia dos portugueses.
A escola poder voltar a ajudar quem dela fugiu é um caminho alternativo, uma nova oportunidade na construção de um mundo de valores.

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