quarta-feira, 20 de março de 2013
Aprendizagem organizacional
É uma das muitas abordagens feitas à procura dos melhores caminhos na busca de chegar mais além. SENGE (1990) tinha consciência que a sua teoria necessitava de ser bem estruturada para não ser considerada uma moda e rapidamente abandonada.
Para Manuela Teixeira (2008), a análise organizacional deve considerar os contributos das teorias organizacionais que perduram e, também, entender tais teorias nos contextos em que foram geradas.
O que é uma OA?
Imaginem uma organização em que todos falam e todos ouvem.
Imaginem uma organização capaz de aplicar novas teorias, novas técnicas de acompanhar a mudança.
Temos que ver a escola não como o espaço em que uns ensinam e outros aprendem, mas como o espaço em que todos aprendem uns com os outros.
Toda a aprendizagem começa quando as nossas ideias confortáveis são consideradas inadequadas. Por exemplo, foi confortável, durante muitos anos, a aplicação da Teoria da Reprodução às escolas.
Aprender nas organizações significa:
- testar continuamente a experiência. Ex.: Darmos a aula, todos os anos, da mesma maneira? Não. É preciso adaptarmo-nos à realidade.
- Transformar essa experiência em conhecimento
* Acessível a toda a organização
* Relevante para a sua finalidade nuclear (o sucesso).
Uma Escola Aprendente (EA) é uma escola que:
- Reflete sobre o seu próprio trabalho (resultados, métodos e modo);
- Avalia o seu próprio trabalho;
- Utiliza essa avaliação do trabalho realizado como fonte de conhecimento relevante para todos.
A avaliação faz parte integrante de uma EA.
O insucesso é um fenómeno plurideterminado. No entanto, faltam critérios novos na caracterização da relação afetiva, emocional que conduz ao insucesso. De facto, quando o aluno não aprende não pode esquecer-se que na relação havia duas pessoas.
Sebastião da Gama dizia que dar uma boa aula é “fazer com que os alunos se esqueçam que era melhor estar lá fora”.
Motivos para construir uma EA
Uma EA é:
*Mais inteligente;
*Menos burocrática (os objetivos superam as regras);
*Menos elitista;
*Menos hierárquica e autoritária (continua a haver hierarquia e autoridade);
*Mais comunicante;
*Mais participativa;
*Mais distribuidora de poder entre todos.
A escola não pode continuar a gerar insucesso sob pena de se auto extinguir por incapacidade. Quando o aluno não aprende, a culpa não é só dele.
Uma EA:
*Tem melhores resultados (ela é que conhece os alunos, ela é que dita o sucesso);
*Gera equipas dinâmicas (todos envolvidos vamos pôr-nos de acordo, os dirigentes devem dar espaço para fazer coisas novas);
*Promove mais diálogo e abertura;
*Tem maior capacidade de gerir a mudança.
O´BRIEN membro do MIT e da SOL (Society for Organizational Learning) estabelece quatro condições para cooperar com a mudança:
1 – Delegação de poder;
2 – Visão sistémica (é preciso fazer reformas, mas é preciso compreender para onde)
Vai-nos ajudar a compreender tudo, vai-nos ajudar a aceitar a mudança, compreender o passado e projetá-lo para o futuro;
3 – Dominar arte da conversação (eliminar mecanismos defensivos);
4 – Não impor ideias, mas arranjar voluntários (visionários que acreditem que é possível).
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