Podemos sintetizar tudo no verbo TER:
- Ter haveres;
- Ter conhecimentos;
- Ter poder.
Os valores do ser são de natureza qualitativa X Os valores do ter são de natureza quantificável.
Os valores do ser são da ordem do ilimitado X Os valores do ter são da ordem do limitado.
Os valores do ser são da ordem da participação X Os valores do ter são da ordem da partilha.
Conta-se uma história daquela mulher que tinha um filho, um bolo e o seu amor. O filho tinha cem por cento do bolo e do seu amor. A mesma mulher com cinco filhos, um bolo e os seu amor. Os filhos tinham cem por cento do seu amor mas só um quinto do bolo.
Ler Capítulo Variações sobre a Utopia.
domingo, 3 de março de 2013
Fundamentos de Educação 7
07/06/2008
1 - A educação ao longo da vida de cada um de nós não se pode pensar sem ser efectuada em comunidade. A educação de adolescentes (Convenção dos Direitos da Criança art.º 1º) e a educação de adultos deve ser integrada na educação comunitária. Os meus filhos dependem de mim, dependo dos meus colegas e eles dependem de mim. Todos dependemos de todos. É a educação ecossistémica.
Educação é contribuir para que as coisas sejam utilizadas para criar condições para que todos os seres humanos se desenvolvam e cresçam dentro de um referencial de valores.
2 – A pedagogia tem de evoluir para a antropagogia. Partindo dos étimos (PAI, PEIDOS = condução das crianças e PU = fazer impelir o rebentar da vida) não pode continuar a ter o sentido antigo da condução das crianças.
É preciso compreender o processo da VIDA, não esquecendo os MITOS, as FILOSOFIAS e as REVELAÇÕES. A mentalidade primitiva não permite esquecer o passado, os antepassados, os mitos e os ritos. A mentalidade primitiva privilegia o passado e tudo se resolve com festas (eleições?). Os antepassados existiram? Sim.
No seio dos grandes grupos de pessoas e civilizações processou-se a estratificação social, surgiram ideais filosóficos (Confúcio, Lao Tsé, Buda, Mahaira, Zoroastro, 1ºs Filósofos pré-socráticos) e colocou-se a primeira questão ateísta: haverá deuses?
Surgiu também a distinção entre o SUJEITO (aquele que pergunta) e o OBJECTO (aquilo sobre o que se pergunta). Do universo a Deus, passando por nós devemos saber tudo o que possa ser importante. Como não temos capacidade de saber tudo, sabemos sempre pouco.
Então o melhor é que cada um trate de si. Como é que eu consigo ser, ser… E cá temos o egoísmo, o narcisismo e o egotismo (em grego = autismo). Cada um a abrir o seu caminho = selva.
Assim, surge naturalmente a (grego) KALOCAGATIA = EDUCAÇÃO, baseada na PAIDEIA (desenvolvimento da criança no sentido da ARETHÊ = o melhor, o número um, o máximo, o ARISTOS), ou seja, na competitividade.
KALOS = belo, CAI = e, AGATÓS = bom, GYMNOS = jovem adolescente, MUSHICÉ = teatro, música, todas as artes.
REVELAÇÕES
O budismo é uma filosofia, não é uma religião. Aparece no Médio-Oriente.
As revelações surgem em culturas ligadas aos povos e não às terras. O Judaísmo é a revelação ao povo de Israel. O Cristianismo é a revelação ao povo de Cristo. O Islamismo é a revelação ao povo do Islão. A cultura reduz-se à revelação. O profeta diz que recebeu uma mensagem da revelação de DEUS.
A cultura vem toda das revelações. A ideia de Deus aparece de novo. Deus é um ser absoluto/infinito, tem um saber/conhecer infinito e tem um amor infinito/absoluto.
Desaparece a distinção entre objecto e sujeito. Não há base para a competitividade e sim para a solidariedade.
O universo inter-subjectivo da família humana é que é importante. Só pode funcionar se nos abrirmos uns aos outros. Depois ou acreditamos ou não acreditamos. Tudo o resto tem de estar ao nosso serviço.
O que eu preciso para me movimentar é conhecer os outros. O que ele pensa e o que ele quer. A grandeza do ser humano é ser inviolável do ponto de vista da sua individualidade.
EMETE (Amén na liturgia) = rocha. Na Grécia o que é evidente é luminoso. O critério da verdade sobre as coisas é a luz.
No entanto, a escola tem que evoluir no sentido da fé. A família humana deve dar mais prioridade àqueles que mais precisam.
A diversidade de origens, a riqueza cultural resultante do dinamismo das origens é importante no processo que conduz as pessoas à sua total realização (EDUCAÇÃO).
DIMENSÃO AXIOLÓGICA
Esta parte da matéria trata do desenvolvimento da pessoa no sentido dos valores.
(grego) AXIOS = valor.
Temos que nos debruçar sobre os princípios/origens/fontes. Mas nunca podemos deixar de percepcionar os fins/metas/alvos (a última parte do ser de uma coisa/o que é que queres ser quando fores grande? O mais ser a que puder chegar).
Colocam-se questões como a de Fernão Capelo Gaivota: as gaivotas voam para comer? Ou comem para voar? O mais forte é o fim último.
Valor deriva do (grego) AXIOS e do (latim) VALES, VALERE que significa ter saúde/ força vital/coragem.
Todas as coisas são valores de utilidade para…
Nós não somos coisas para usar…Não me tratem como objecto…A pessoa é o fim de todos os meios e não o meio para qualquer fim = VALORES PESSOAIS.
Verdade, solidariedade, amor = VALORES TRANSCENDENTAIS/ESPIRITUAIS.
Há que viver para…
Podemos sintetizar tudo no verbo TER:
- Ter haveres;
- Ter conhecimentos;
- Ter poder.
Os valores do ser são de natureza qualitativa X Os valores do ter são de natureza quantificável.
Os valores do ser são da ordem do ilimitado X Os valores do ter são da ordem do limitado.
Os valores do ser são da ordem da participação X Os valores do ter são da ordem da partilha.
Conta-se uma história daquela mulher que tinha um filho, um bolo e o seu amor. O filho tinha cem por cento do bolo e do seu amor. A mesma mulher com cinco filhos, um bolo e os seu amor. Os filhos tinham cem por cento do seu amor mas só um quinto do bolo.
Ler Capítulo Variações sobre a Utopia.
Podemos sintetizar tudo no verbo TER:
- Ter haveres;
- Ter conhecimentos;
- Ter poder.
Os valores do ser são de natureza qualitativa X Os valores do ter são de natureza quantificável.
Os valores do ser são da ordem do ilimitado X Os valores do ter são da ordem do limitado.
Os valores do ser são da ordem da participação X Os valores do ter são da ordem da partilha.
Conta-se uma história daquela mulher que tinha um filho, um bolo e o seu amor. O filho tinha cem por cento do bolo e do seu amor. A mesma mulher com cinco filhos, um bolo e os seu amor. Os filhos tinham cem por cento do seu amor mas só um quinto do bolo.
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